terça-feira, 30 de novembro de 2010

Papai noel existe ou não existe? Eis a questão...

Dizem que a figura do Papai Noel vem de uma tradição cristã. O padre Nicolas distribuía presentes durante as festividades natalinas na cidade de Myra, na Turquia, por volta do século IV. Todavia, também há quem diga que foi a Coca-cola que "inventou" o bom velhinho, numa estratégia de marketing pra vender mais refrigerante. 

De qualquer forma, ainda que consideremos verdadeira a história de São Nicolas, ela não tem nada a ver com a magia que hoje envolve a figura do Papai Noel, uma "entidade" que recebe cartinhas de crianças e passa o ano fabricando brinquedos e outros presentes, com a ajuda de gnomos. E, na véspera do Natal, embutido do dom da onipresença, distribui esses brinquedos pelo mundo afora a bordo de um trenó puxado por renas voadoras. Ah, e já ia me esquecendo: os presentes são jogados pelas chaminés das casas (e se a casa não tiver chaminé? devo construir uma?).

Confesso que nunca quis que meus filhos acreditassem nisso - até mesmo porque meus pais também agiram da mesma forma e posso garantir que minha infância não ficou prejudicada por não ter acreditado no Papai Noel. Além do mais, acho muito estranho contar uma história tão fantasiosa dessas e jurar de pé junto que é verdade. Que credibilidade terei no futuro?

Por outro lado, também não fico martelando na cabeça deles que isso é tudo mentira. Mas, se sou confrontada, digo apenas a verdade - pura e simples.

O difícil é que muitos pais acham que é importante a criança viver essa fantasia da existência do Papai Noel - e também a ameaça velada de que ele só traz presente para as crianças que se comportaram e que obedeceram os pais.

E é aí que surge o problema... Dia desses, o André chegou indignado da escola:

"Pai, eu conto para os meus amigos que Papai Noel é só uma história de natal e eles falam que não, que o Papai Noel existe."

Então... o que devemos responder? Existe ou não existe? Você conta para os seus amigos ou não?...

domingo, 21 de novembro de 2010

Perguntar não ofende

 
Da série "pequenas perguntas sem resposta"...
André: "Por que sempre todo mundo acorda com bafo?"

Posso responder apenas que eu não sei?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Flamengo ê ô!!!


Os meninos torciam para o São Paulo e para o Goiás, os mesmos times do Hugo. Peraí. Torciam? Isso mesmo: torciam. Pra tristeza do Hugo, os dois mudaram de time.

Primeiro foi o André. E a mudança aconteceu bem no aniversário de 6 anos do Tomás. O tema foi futebol, com destaque, lógico, para os times do São Paulo e do Goiás. Mas tinha lugar para os outros times e bandeiras do Flamengo, Vila Nova, Corínthians e Atlético Goianiense também faziam parte da decoração. 

O André não tinha nenhuma camiseta de time pra usar. E meu pai aproveitou a ocasião e deu a ele uma camiseta do Atlético. Foi paixão à primeira vista. Ele passou, naquele instante, a ser também torcedor fanático do "Aquético", daqueles que conseguem assistir uma partida inteira pela televisão (acho que, pra criança, é algo um tanto quanto difícil).

O próximo a renegar o time do coração (do pai) foi o Tomás. Influenciado pelo tio Aurélio e, óbvio, pelo Davi, ele agora é torcedor do Flamengo, com direito a uniforme completo, toalha de banho temática e cantoria do hino.

O Hugo, coitado, tentou em vão ensinar o hino do São Paulo pra eles, mas é fato que o do Flamengo é bem mais fácil e empolgante.

"Uma vez Flamengo, sempre Flamengo...
Flamengo sempre eu hei de ser. O meu maior prazer é vê-lo brilhar, seja na terra, seja no mar.
Vencer, vencer, vencer. Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer!"

"Salve o Tricolor Paulista, grande clube brasileiro.
Tu és grande, tu és forte! Entre os grandes, és o primeiro.
Ó Tricolor, time bem amado! As tuas glórias vêm do passado!!"

Depois disso, o Hugo ainda amargou a tristeza de ver o André também virando a casaca e indo torcer para o Flamengo, mesmo com o São Paulo sendo campeão. E de nada adiantou a argumentação de que o São Paulo era muito melhor que o Flamengo:

_ Não, pai, o Lucas disse pra mim que o Flamengo é muito melhor que o São Paulo.
_ Mas você tem que acreditar é no papai, e não no Lucas. Você acha que o Lucas sabe mais do que o papai?
_ Acho.

Sem mais comentários.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Goiaba no pé


Esses dias, lendo um texto da Danuza Leão ("Quintal"), me peguei pensando que meus filhos nunca subiram em árvore e muito menos comeram fruta direto do pé. Eles vão para a fazenda da minha sogra, têm contato com a natureza e com bichos, tomam banho de bica (delícia!), correm atrás das galinhas no quintal, balançam no toco dependurado no galho da árvore. O Tomás já anda a cavalo sozinho e o André já se aventurou uma vez dentro do curral. Mas eles nunca subiram numa árvore. 

Eu, apesar da minha vida urbana e de nunca ter passado férias na fazenda (ia para a fazenda do meu tio Dalton apenas aos fins de semana), sempre subi em árvore e já comi muuuita goiaba direto do pé. Tudo isso graças ao quintal da casa dos meus queridos avós: João e Rodes. E como são boas essas lembranças! 

O quintal não era de terra batida nem tinha um galinheiro ao fundo. Ele era calçado. Mas isso, para uma menina urbana, não tinha a menor importância. Tinha dois pés de goiaba, um limoeiro, um pé de romã e outras plantas. No canto, tinha um canil, onde ficava uma cadela da raça pastor alemão - a Ventania. Lá era o único lugar onde não íamos. A Ventania, como o próprio nome já sugere, era muito agitada. Tínhamos medo. Do outro lado, uma espécie de alpendre, onde brincávamos de escolinha (com quadro negro, giz, mesa de professora e até tarefinhas - tudo patrocinado pelo meu avô).

Passávamos boa parte do dia em cima das goiabeiras - de goiabas vermelhas, ressalte-se (porque goiaba branca é muito sem-graça e, pra piorar, ainda esconde o bicho-de-goiaba). As mais bonitas a gente comia lá mesmo. As demais iam direto para uma bacia, que entregávamos pra minha avó fazer doce. Huummm... e como o doce de goiaba que a minha avó fazia era gostoso!! Vermelho vivo, com uma caldinha muito boa. Pra completar, só um pouquinho de creme de leite. Deu vontade... e saudade!

Tinha uma goiabeira que ficava no canto do quintal e os seus galhos passavam por cima do telhado de telhas "eternit" (aquelas que deixam a casa bem fresquinha...). Essa era a preferida, pois podíamos pegar as melhores goiabas, as da pontinha do galho, que ficavam bem acessíveis com a gente andando pelo telhado. Confesso que eu me sentia o próprio Chico Bento acabando com as goiabeiras do Nhô Lau.

Sabem de uma coisa? Me dei conta de que preciso urgentemente arrumar uma goiabeira para os meninos subirem e comerem goiaba no pé. Não só pela aventura, mas também porque goiaba da feira não tem o mesmo gosto.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O céu é um lindo lugar

Para nós, cristãos, a morte não é o fim de tudo. Pelo contrário, é apenas o começo de uma nova vida, a vida eterna com Deus. O verdadeiro crente anseia por isso, anseia pelo céu - um lugar cheio de graça, onde não haverá nem choro nem dor e onde desfrutaremos da presença de Deus.

Todavia, por mais que vivamos sob essa perspectiva, muitas vezes ficamos apegados demais às coisas terrenas e ansiamos pelos acontecimentos daqui. Eu, por exemplo, quero ver meus filhos crescerem. Parafraseando o texto de Lucas cap. 2, vers. 52, quero que eles cresçam em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens. Talvez seja em razão desse meu desejo que eu me assusto tanto quando eles dizem que querem ir logo para o céu...

Uma vez, o Tomás me perguntou por que ele não crescia bem rápido pra ele poder morrer logo e, assim, ir morar no céu. O motivo apresentado foi bem simples: "Eu gosto de Deus, mãe, eu queria ir morar no céu". Eu só pensei: "Eu também, filho. Mas, por favor, deixe a mamãe ir primeiro..."

De uma outra vez, nós estávamos no carro e eu falei que ele e o André eram o melhor presente que eu ganhei de Deus. E ele, numa lição bem verdadeira, me disse que o melhor presente que ele já ganhou de Deus é Jesus; que ele gosta muito de mim, do papai e do André, mas Jesus vem em primeiro lugar.

Pra completar a série, esses dias foi a vez do André me dizer que também queria morrer pra ir para o céu e ficar com o vovô Valter.

Quisera eu ser como uma criança, tão simples e verdadeira, pra saber o que realmente tem valor nessa vida e na vindoura...  

"E disse (Jesus): Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus" (Mateus 18.3 - NVI).