Dizem que a figura do Papai Noel vem de uma tradição cristã. O padre Nicolas distribuía presentes durante as festividades natalinas na cidade de Myra, na Turquia, por volta do século IV. Todavia, também há quem diga que foi a Coca-cola que "inventou" o bom velhinho, numa estratégia de marketing pra vender mais refrigerante.
De qualquer forma, ainda que consideremos verdadeira a história de São Nicolas, ela não tem nada a ver com a magia que hoje envolve a figura do Papai Noel, uma "entidade" que recebe cartinhas de crianças e passa o ano fabricando brinquedos e outros presentes, com a ajuda de gnomos. E, na véspera do Natal, embutido do dom da onipresença, distribui esses brinquedos pelo mundo afora a bordo de um trenó puxado por renas voadoras. Ah, e já ia me esquecendo: os presentes são jogados pelas chaminés das casas (e se a casa não tiver chaminé? devo construir uma?).
Confesso que nunca quis que meus filhos acreditassem nisso - até mesmo porque meus pais também agiram da mesma forma e posso garantir que minha infância não ficou prejudicada por não ter acreditado no Papai Noel. Além do mais, acho muito estranho contar uma história tão fantasiosa dessas e jurar de pé junto que é verdade. Que credibilidade terei no futuro?
Por outro lado, também não fico martelando na cabeça deles que isso é tudo mentira. Mas, se sou confrontada, digo apenas a verdade - pura e simples.
O difícil é que muitos pais acham que é importante a criança viver essa fantasia da existência do Papai Noel - e também a ameaça velada de que ele só traz presente para as crianças que se comportaram e que obedeceram os pais.
E é aí que surge o problema... Dia desses, o André chegou indignado da escola:
"Pai, eu conto para os meus amigos que Papai Noel é só uma história de natal e eles falam que não, que o Papai Noel existe."
Então... o que devemos responder? Existe ou não existe? Você conta para os seus amigos ou não?...


