Em nossa vida como
mães, esposas, donas de casa e profissionais, sempre ouvimos muitas
coisas sobre o que devemos e não devemos fazer em cada uma dessas
áreas. Às vezes, são conselhos que mudam completamente nossa vida
(e pra melhor!). Outras vezes, ao contrário, nos machucam - e
muito... Pode até ser que a pessoa tivesse, lá no fundo, uma boa
intenção, mas o “conselho” veio travestido de agressão e não
atingiu seu fim. Eu tento ouvir, "reter o que é bom" e
esquecer o resto. Mas confesso que nem sempre é assim tão fácil...
Hoje, lendo um texto da
colunista Isabel Clemente, da revista Época, sobre esses
“conselheiros de plantão” que a gente encontra no nosso dia a
dia, me lembrei do versículo de Provérbios 16.24: “Palavras
agradáveis são como favos de mel: doces para a alma e medicina para
o corpo.”
Destaco
o seguinte trecho do texto: "Palavras desafinadas
apenas machucam nossos ouvidos que, em sua defesa, fecham as portas
da nossa compreensão. Para chegar ao coração, as palavras precisam
ser leves e ligeiramente adocicadas. As carregadas de fel ou desdém
descem para o fígado, a fim de serem metabolizadas e transformadas
em algo melhor. Conselho, pra ter efeito, deve vir embrulhado em
empatia, e não vir rolando desembalado e grosseiro do alto de uma
escadaria." (Isabel Clemente, colunista da revista Época,
no texto “Os melhores pais não têm filhos”)
Que possamos nós
sermos portadores de bons conselhos, sempre embrulhados num lindo
papel de scrap, cheios de empatia e amor, e que, em contrapartida,
também sejamos humildes para receber os conselhos das outras pessoas
e reter o que é bom, ainda que venham enrolados num papel amassado
de jornal velho e sujo.