sexta-feira, 22 de maio de 2015

Maior de idade

Eu falo: toda vez que esses meninos se reúnem, eu posso ficar ao lado observando que sempre, sempre vou ter uma história pra contar por aqui...

Hoje, estavam o Lucas e o André jogando videogame aqui em casa. Eu louca pra sair, pra buscar um brigadeiro de pote que uma amiga tinha feito pra mim. Mas não dava pra deixá-los sozinhos. Ainda são pequenos... Mas eles, lógico, não queriam parar o jogo pra ir comigo.

Então, o Lucas teve esse brilhante raciocínio: 

"Tia Lê, por que a gente não pode ficar sozinho em casa?
9 e 8 [anos de idade] dá 17!!!"

Ah, sim... Como não pensei nisso antes? São praticamente maiores de idade...

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Reter o que é bom


Em nossa vida como mães, esposas, donas de casa e profissionais, sempre ouvimos muitas coisas sobre o que devemos e não devemos fazer em cada uma dessas áreas. Às vezes, são conselhos que mudam completamente nossa vida (e pra melhor!). Outras vezes, ao contrário, nos machucam - e muito... Pode até ser que a pessoa tivesse, lá no fundo, uma boa intenção, mas o “conselho” veio travestido de agressão e não atingiu seu fim. Eu tento ouvir, "reter o que é bom" e esquecer o resto. Mas confesso que nem sempre é assim tão fácil... 

Hoje, lendo um texto da colunista Isabel Clemente, da revista Época, sobre esses “conselheiros de plantão” que a gente encontra no nosso dia a dia, me lembrei do versículo de Provérbios 16.24: “Palavras agradáveis são como favos de mel: doces para a alma e medicina para o corpo.”

Destaco o seguinte trecho do texto: "Palavras desafinadas apenas machucam nossos ouvidos que, em sua defesa, fecham as portas da nossa compreensão. Para chegar ao coração, as palavras precisam ser leves e ligeiramente adocicadas. As carregadas de fel ou desdém descem para o fígado, a fim de serem metabolizadas e transformadas em algo melhor. Conselho, pra ter efeito, deve vir embrulhado em empatia, e não vir rolando desembalado e grosseiro do alto de uma escadaria." (Isabel Clemente, colunista da revista Época, no texto “Os melhores pais não têm filhos”)

Que possamos nós sermos portadores de bons conselhos, sempre embrulhados num lindo papel de scrap, cheios de empatia e amor, e que, em contrapartida, também sejamos humildes para receber os conselhos das outras pessoas e reter o que é bom, ainda que venham enrolados num papel amassado de jornal velho e sujo.