sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Minha infância querida


"Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!"

Casimiro de Abreu tinha 18 anos quando escreveu o seu poema mais popular, descrevendo a saudade que sentia da infância. Mas aqui em casa tem menino que, com apenas 6 anos de idade, já sente a maior saudade da infância...

Esses dias, achei o CD que fiz para dar de lembrancinha no aniversário de 1 ano do André, com suas músicas preferidas à época. Coloquei para ouvirmos no carro, em nossas andanças pela cidade (para a aula de inglês, aula de violão, escola, casa da vovó Delza etc.). Quando ele ouviu as músicas, soltou um suspiro e disse: "Ah, as músicas da minha infância!! Que saudade!..."

As "saudades da infância" também ressurgiram quando falávamos do aniversário da Luísa, sua coleguinha na escola desde quando eles tinham 2 anos. Quando o Tomás perguntou se ele tinha sido convidado, a resposta veio certeira: "É lógico! Ela é minha amiga desde a minha infância!!"

Ah, que amor, que sonhos, que flores!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Questão de sobrevivência

E todo dia é sempre a mesma coisa (como diz a música do Chico Buarque: "...todo dia ela faz tudo sempre igual..."): a mãe chata - de novo!! -, vendo que já passa da hora de dormir e que ninguém toma providências por si só, vem impor suas regras, mandando os filhos desligarem a TV e irem para a cama.

E como eles também fazem todo dia tudo sempre igual, as contra-argumentações são simultâneas à ordem: "por favor, mãe, só mais um pouquinho", "só terminar esse filme", "na propaganda", "no intervalo"...

Ontem, o argumento foi inusitado e confesso que quase fui convencida. Quase.

Os dois estavam assistindo a TV, no canal "Discovery Channel", mas a figurinha que tentou mudar minha ordem dessa vez foi o André (acho que o Tomás já está mais resignado...). Ele disse, com um misto de indignação e revolta: "Mas, mamãe, é um programa que estava ensinando como sobreviver no deserto! Se um dia eu ficar perdido no deserto, não vou saber o que fazer!!"

Pois é... E a culpa, pra variar, será toda minha.

domingo, 3 de junho de 2012

Surpresa boa



 

Estou sem empregada. Isso significa que todos estão entrando na dança. Afinal, eu não me casei para ser uma escrava e quero viver, e não ser como a mãe da Mafalda da tirinha aí de cima. Cada um faz sua parte, ainda que pequena, e isso já ajuda um montão. Os meninos arrumam seus quartos, estendem a cama, guardam os brinquedos, organizam o material da escola. O Hugo também me ajuda bastante, faz compras no supermercado, passa pano no chão, lava a louça. E assim vamos seguindo... 

Sei que é uma visão meio Pollyanna, mas, pra ser bem sincera, tenho achado até bom ficar sem empregada por uns tempos. Isso tem sido de grande aprendizado para os meninos, para eles darem valor ao serviço de casa e também para, num futuro bem próximo, me ajudar pra valer ou dividir o trabalho de casa com as esposas [serei uma sogra muito querida!]. Afinal de contas, estamos caminhando para um mundo em que esses trabalhos, digamos, "braçais" não mais existirão ou só os muito ricos é que poderão pagar por eles.

Pois bem. Hoje no almoço eu fiz batata frita assada [explico: é aquela batata palito que a gente compra congelada, mas, em vez de fritar, eu assei no forno bem quente. Fica ótimo!]. Saí pouco da cozinha e, enquanto isso, os meninos estavam tirando a mesa. Quando estava voltando, ouvi a conversinha deles e me detive pra ver qual seria o final.

"Tomás, já que a mamãe fez uma surpresa pra gente [batata frita no almoço], que tal a gente também fazer uma surpresa pra ela?"
"O quê?"
"A gente podia arrumar a casa todinha pra ela poder ficar no computador!"

Eu preciso mesmo escrever mais alguma coisa? Acho que posso terminar esse post apenas falando pra vocês imaginarem a minha cara de satisfação e orgulho!! Sim, eu tenho os filhos mais fofos do mundo e amo sentir o cuidado deles comigo!!! Só assim eu posso ser mãe, dona de casa e VIVER!!