
Como diz a minha definição nesse blog, eu sou uma apaixonada pelo mundo infantil. E, como não poderia deixar de ser, também sou apaixonada por literatura infantil. Ainda bem que tive filhos, pois não sei como faria para justificar todos os livros infantis que compro (a minha última aquisição infantil foi o original de "O Pequeno Príncipe" em francês - esse eu não pude falar que era para os meninos...).
Nesse fim de semana, aconteceu o primeiro Salão do Livro Infantil e Juvenil de Goiás. Fui levar os meninos ao show do Palavra Cantada (era difícil saber quem tietava mais, a mãe ou os filhos...) e quase enlouqueci com os estandes. Tinha livro para todos os gostos e idades, livros baratos e caros, educativos e divertidos, grandes e pequenos, de bolso e de ler em casa, de autores da minha infância e outros que surgiram agora; só de palavras, pra gente imaginar a história, e só de ilustrações, pra gente inventar a história.
Resisti bravamente e comprei "só" alguns. Mas a vontade era ficar lá por horas e horas, escolhendo os melhores, lendo os lançamentos, relendo as novas edições, descobrindo autores. E ainda tinha uma homenagem a Monteiro Lobato que me fez lembrar da coleção que ganhei da Dute, uma edição especial com a obra infantil completa dele, de "Reinações de Narizinho" a "Histórias do mundo para crianças", da Dona Benta. São 8 volumes no total, uma edição que sei que deve ser rara hoje em dia e que guardo com todo carinho.
Mas a verdade é que não tenho espaço pra tantos livros e preciso ir com calma, pois, afinal, o Tomás tem apenas 4 anos e uma coleção já considerável, que não pretendo de maneira alguma me desfazer, pois cada livrinho tem sua história: ou foi dado numa data especial ou por alguém especial ou foi comprado num lugar especial. Tudo isso anotado na contracapa: a ocasião, o motivo, a dedicatória e os "personagens".
Esses dias uma amiga me disse que se assustou com a quantidade de livros infantis que tem em casa: 375! Até ficou com medo de deixar o filho escrever isso na lição e a professora achar que fosse mentira. Confesso que a minha coleção não chega a tanto, mas não é por falta de vontade. Talvez seja falta de tempo (o filho mais velho da minha amiga já tem 7 anos e ela ainda guarda livros de quando era criança). Afinal, uma biblioteca que se preze não pode ser montada da noite para o dia, comprando livro por metro. Tem de ser construída, exemplar por exemplar, leitura por leitura, alguns livrinhos mais gastos que os outros de tanto serem relidos. E tudo isso, lógico, leva tempo.
Quem sabe um dia eu não terei uma charmosa livraria (ou biblioteca) só de livros infantis, com sessões especiais de contação de histórias, assim como aquela personagem da Meg Ryan no filme "Mensagem pra você"?
E que meus filhos cresçam também apaixonados pelo mundo das letras! (Por enquanto, ainda estou na fase do incentivo: os livros têm de ser acompanhados por brinquedos para não causarem decepções...)