quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Precisa-se: varinha de condão

Além de fazer diminuir roupas e sapatos, fui surpreendida esse fim de semana com o desafio de uma nova mágica: guardar um desenho no bolso da bermuda do André sem dobrá-lo ou amassá-lo. Quem conseguir realizar a façanha por favor me ajude!!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Não serve mais...


Sabe aquele vestido que você adora? Aquele que te deixava linda e que faz você se lembrar de várias coisas boas que aconteceram quando você estava dentro dele? É... aquele mesmo que hoje está guardado há um tempão no armário, esperando que você emagreça pra vesti-lo novamente e possa protagonizar as mesmas cenas de felicidade de antes? Ah, mas não emagrecemos nunca e o vestido fica lá, nos torturando, nos fazendo relembrar os quilos que não vão mais embora (mas nem por isso você faz algum esforço pra que isso ocorra de fato).

Mesmo assim, você continua guardando-o, pois a nostalgia dos belos momentos não deixa que você se desfaça dele. E sempre há a pontinha de esperança que ele voltará a servir... quem sabe um dia... se... depois... quando...

De qualquer forma, nós, os adultos, temos a chance de vestir novamente aquela peça do vestuário que tanto nos agrada, o que só será impedido, se não pela oscilação de peso, pelo passar do tempo ou pela ação da "natureza" (leia-se: um mau uso da máquina de lavar ou do ferro de passar roupa...), que inevitavelmente fará com que a roupa fique gasta, velhinha, enfim, sem muito jeito de usar.

Mas as crianças, coitadas, elas não têm essa chance, simplesmente porque não há como voltar no tempo e fazer com que aquela camiseta que ele tanto gostava (e ainda gosta) sirva de novo, ou, como as irmãs da Cinderela, forçar o tênis a entrar no pé, quando apenas o dedão cabe nele.

E o mais incrível de tudo é que, o que para nós parece óbvio ululante ("você cresceu, filho, a camiseta não serve mais em você"), não o é para os pequenos.

O Tomás insiste (e eu não posso rir da lógica dele) que as suas roupas e os seus tênis preferidos (principalmente os que, agora, estão sendo usados pelo André) encolhem misteriosamente e essa é a razão de não mais servirem. E o pior: eu sou a responsável por ter realizado a mágica da diminuição apenas e tão somente para passar a roupa para o André.

"Mãe, essa roupa é minha, não é do André!"
"Tomás, essa roupa ERA sua, filho. Ela não serve mais em você".
"Mas, mãe, eu lembro que essa roupa servia em mim!!!! Eu tinha só 4 anos!!! Não tem muito tempo..."
"Não, filho, você tinha 3... Você era só um pouco maior que o André"
"Não, mãe, ela servia em mim. Foi você que fez ela diminuir..."
"Filho, como a mamãe ia fazer a roupa diminuir? Foi você que cresceu. Olha só como você é maior que o André"
"Não, mãe, ela diminuiu, mas ela ainda serve em mim, não serve no André. Quer ver?"


E a camiseta realmente serviu, apertada e curtinha, mas serviu, assim como o tênis, em que metade do pé ficou pra fora, amassando o calcanhar; e o sapato, em que os dedos ficaram encolhidos, o andar curtinho. A mesma comemoração de um filme que a gente já viu quando criança: "Serve!!!"

Acho que sou pior que a madrasta da Cinderela...