quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Enfim, 4 anos - a história se repete


“Mãe, eu posso ter 4 anos?”

“Pode”, respondo sem nem pensar, já me antecipando a qualquer conflito que se seguiria caso a minha resposta fosse negativa. Mas a criança, não satisfeita, me pergunta instantes depois:

“Não, mãe, eu quero ter 10 anos. Eu posso ter 10 anos?"

“Pode também”, respondo com um sorriso.

Dessa vez, foi o irmão mais velho quem se encarregou de explicar que não adianta nada a mamãe deixar que ele tenha 10 anos. Ele não vai ter 10 anos. E outra: quando ele tiver 10 anos, o irmão terá 13, e continuará sendo mais velho.

Frustração geral. Se bem que eu comecei a desconfiar que, no fundo, ele já sabia que eu não tenho o poder de fazê-lo ser mais velho do que ele realmente é... A pergunta era só para ter certeza da nossa impotência.

Mas o fato é que o aniversário de 4 anos é uma idade importante para eles. A impressão que tenho é que, na cabecinha deles, com essa idade, eles finalmente deixam de ser bebês e passam a ser crianças. Não lhes tiro a razão. Acho que até mesmo nós pensamos assim.

Os preparativos para o aniversário começaram bem antes da data. Aliás, antes mesmo que passasse o aniversário do Tomás, que é no começo do mês de agosto.

No dia que fomos fazer compras de supermercado para o aniversário, percebi que o André, ao chegar em casa, começou a fazer toda sorte de má-criação (coisas absurdas do tipo: tentar destruir minha maquiagem e, imediatamente após a bronca por esse fato, começar a despejar o detergente na pia da cozinha). Coisas que ele não costuma fazer, por mais levado que seja. Pensei que só poderia ser ciúmes. Não tinha outra explicação!

Resolvi conversar com ele e explicar que, agora, era o aniversário do irmão, mas que logo, logo seria o dele, e que a mamãe iria fazer uma festa de aniversário muito legal pra ele também. Mudança de comportamento da água para o vinho. Ele realmente estava com ciúmes, coitado, e não sabia como se expressar.

Começamos, então, a planejar e escolher o “tema” do aniversário. Tentei induzir alguns temas diferentes: “Que tal Monstros S/A?” “Não. Eu quero do Pica-pau”. “Ah, não. Do Pica-pau eu me recuso a fazer. Escolhe outro”. “Então, eu quero do Power Rangers”. “Também não. Outro”. “Do Batman!” “Não, filho, a mamãe já fez esse aniversário para o Tomás...”

Muitos temas depois, escolhemos o do Shrek.

O convite foi a primeira providência – uma montagem de uma foto dele ao lado de uma imagem do Shrek e de outras criaturas encantadas do Reino de Tão Tão Distante: a princesa Fiona, o Burro e o Gato de Botas.

E a alegria dele era maior a cada detalhe da festa:

“Vovó, o convite do meu aniversário de 4 anos (era importante repetir a idade) já está pronto! Tem uma foto minha e do Shrek, e da Fiona, e do Burro, e do Gato de Botas. Ficou muito legal, vovó!!!”

O passo seguinte foi comprar alguns itens da decoração: copos, pratinhos e a vela de 4 anos. Quando cheguei em casa e mostrei tudo isso a ele, tive a real dimensão da importância da data. Ao ver a vela, os olhinhos dele brilharam e, após um suspiro, que misturava incredulidade com satisfação, ele exclamou baixinho:

_ 4 anos!!!

Era um sonho que se tornava realidade. Eu me emocionei com a cena. Me emocionei ao pensar em como as coisas são mágicas para uma criança, em como é simples fazê-las felizes.

E, finalmente, chegou o dia tão esperado! A felicidade dele era simplesmente contagiante. E não teve uma pessoa que não chegasse em mim pra comentar.

No dia seguinte, a irmã do Hugo que mora em São Paulo ligou para dar parabéns a ele. Ainda radiante com a nova idade, ele disse, todo importante:

"Tia Liliam, agora eu tenho 4 anos!"

"Mesmo, André?! Que legal!! E o que você vai fazer agora que tem 4 anos?”, ela provocou.

Sem hesitar, ele respondeu: “Agora que eu tenho 4 anos, tia Liliam, eu vou poder falar com uma criança de 3 e ela vai ter que me obedecer, porque eu sou mais velho!”

Sinceramente, eu não sei o que é mais preocupante: a sede de poder ou a opressão... De qualquer forma, esta aí:

Enfim, André, 4 anos!

sábado, 25 de setembro de 2010

Feliz aniversário!


"Parabéns!! Parabéns!! Hoje é o seu dia! Que dia mais feliz!!!!!!"

André, parece ter demorado, mas finalmente chegou o grande dia do seu aniversário de 4 anos!!!
Parabéns, filho!! Sou muito agradecida a Deus por sua vida! Rogo a Ele que você continue crescendo com muita saúde e que seja um menino que guarda no coração a Sua Palavra.

Que Deus te abençoe e te guarde!

Te amo muito!!!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sem pé nem cabeça

O André tem dessas... Do nada, sem motivo algum, ele fala alguma coisa totalmente desconexa, que nos faz pensar seriamente no que estava passando na cabecinha maluca dele. Foi assim esse dia:

"Pai, abre a janela (do carro) que eu quero gritar pra todo mundo ficar surdo".

Talvez ele estivesse tentando "arrecadar" alguns pacientes para o Hugo... (Ai, será que a minha cabeça foi mais prodigiosa que a dele?!??)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Já sei nadar!


"Mãe, sabia que agora eu não sou mais da mesma turma da natação que os meus amigos da escola?"
"Não, filho? Por quê?"
"Porque eu já sei nadar sem boia."


Comemorei a façanha com ele, dei parabéns e tudo - e ele continuou, com uma importante observação:

"É... sem boia e sem morrer!"

(Por favor, filho, continue assim SEMPRE!!!!!!!!!)

"E, mãe, sabia por que antes eu nadava com boia?"
"Por quê?", perguntei, já antevendo a resposta.
"Pra eu aprender a nadar sem boia".