Ah, férias!!... Sempre uma palavra bem-vinda, certo? Depende. Depois que a gente cresce e vira mãe, nem sempre férias são tão bem-vindas assim. E o motivo é simples: os direitos trabalhistas nos dão apenas 30 dias de férias, enquanto a escola concede quase 3 meses aos alunos. A conta não fecha. E a falta da rotina, que já seria suficiente para enlouquecer qualquer mãe em busca de entretenimento para os filhos, se torna ainda mais difícil para a mãe que trabalha fora e tem que se desdobrar para, além do entretenimento, arrumar quem fique com a criança.
Pois é. Estou vivendo essa situação. Os meninos estão de férias e eu, trabalhando. O Tomás foi para o Palavra da Vida com os primos, meus pais e minha irmã. Parte do problema resolvido. Mas o André, por ser mais novo, ficou aqui com a mamãezinha. Cada dia, uma atividade diferente para não entediá-lo nem sobrecarregar os eventuais ajudantes.
Ontem, como parte do programa "férias-com-pais-trabalhando-e -avós-tia-irmão-viajando",
o André foi passar a tarde com a vovó Rodes e a tia Dute. Sabendo que, com a Dute em casa, o pote de balinhas é sempre cheio, o Hugo fez uma recomendação ao André antes de levá-lo: "você pode comer só duas balinhas, viu André?".
No fim da tarde, quando fui buscá-lo, minha tia logo deu o relatório da tarde: o André comera seis pedaços de bolo de cenoura, três picolés e "apenas" duas balinhas.
"Por que, André, só duas balinhas?"
"Porque o papai disse que eu podia comer, no máximo, duas balinhas!"
Ô menino obediente!!! Só não entendi por que ele não quis jantar...