segunda-feira, 22 de abril de 2013

Droga é droga??


A gente vai para a escola, aprende a ler e escrever, mas isso não significa que vamos entender tudo que lemos ou ouvimos por aí. Saber interpretar um texto, distinguindo os vários sentidos de uma mesma palavra, é coisa que só iremos conseguir após muito estudo e, principalmente, muita leitura.

De qualquer forma, não deixa de ser engraçado quando vemos nossos filhos quebrando a cabeça para entender o sentido de uma frase...

Foi assim com o Tomás essa semana. Andando pela cidade, ele se deparou com o outdoor da "Droga Raia", franquia de drogaria que acabou de abrir uma loja em Goiânia. O outdoor tinha, num canto, a logo da drogaria e, centralizado, apenas uma frase, escrita em letras garrafais:

"A Droga Raia chegou a Goiânia!!"

Espantadíssimo com o anúncio, ele me perguntou: "Mãe, que droga é essa?? Como as pessoas escrevem assim, pra todo mundo ver, que uma droga chegou em Goiânia?????"

E lá fui eu explicar todos os sentidos da palavra droga...

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O amor é lindo

Era um dia como outro qualquer: casa, trabalho, trabalho, casa. Em casa, a rotina de sempre: fazer alguma coisa pra comer, tomar banho, arrumar as coisas para o dia seguinte e ir dormir. Os meninos já estavam no quarto deles, preparando-se para dormir, e eu fazia alguma coisa pela casa, passando pelo corredor (e em frente ao quarto dos meninos) e indo para o meu quarto. 

Antes, no carro, voltando da escola, o André disse que queria me contar uma coisa, mas que não iria fazê-lo, pois já sabia o que eu iria dizer. Insisti com ele e ele acabou falando, tudo de uma vez: "É que eu gosto da Maria Clara. Mas eu sei que você vai falar que meu tempo agora é de brincar, e não de namorar." 

É isso mesmo. Não escrevi errado. Não estou trocando o nome dos meus filhos. O autor da frase acima foi o André, meu filho mais novo, de apenas 6 anos! Eu já me espantaria o suficiente com a situação se fosse o Tomás falando; afinal, ele também é uma criança, só um pouco mais velha, de 9 anos.

E o pior: não era a primeira vez que o assunto de gostar de garotas, namorar etc., já havia sido abordado aqui em casa. Na época a fala foi dirigida para o Tomás, mas eu falei exatamente o que o André repetiu: que na Bíblia tem um versículo que diz que "tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu." (Eclesiastes 3:01). Expliquei que eles são crianças e que o tempo deles agora é apenas para brincar e estudar. Só. Amizade sim, namoro não.

Voltando à cena anterior... Passava eu pelo corredor, bem em frente ao quarto dos meninos... Foi quando ouvi uma conversa que me fez parar no meio do caminho. 

Primeiro, um suspiro profundo, desses feitos com vontade. Eu até imaginei a cena: a pessoa enche o peito de ar, elevando os ombros e solta de uma vez. A seguir, uma declaração:"Ah, Tomás, você nem imagina como é bom estar apaixonado!..."

Quis interromper a conversa e repetir meu discurso, mas segurei meu impulso pra ouvir um pouco mais (não pude resistir!).

O Tomás achou graça e, depois, fazendo a conversa ficar séria, perguntou: "André, mas você sabe se ela é cristã?"

Nessa hora, me deu ainda mais vontade de continuar ouvindo. Como eu achei interessante a pergunta do Tomás, já entendendo a questão do jugo desigual!

O André então respondeu: "Eu acho que é sim." "E como você sabe?", retrucou o Tomás.
"Porque, quando eu dei aquele livrinho sobre Jesus pra todo mundo da minha sala, ela disse que já tinha. Então, ela deve ser cristã, porque ela sabe a história de Jesus."

O Tomás continuou: "É... Mas não basta saber a história de Jesus, você precisa saber se ela é cristã de verdade."

Pronto. Não precisei ouvir mais nada e pude continuar o meu caminho tranquila e muito feliz!! Que Deus conserve meus filhos no caminho da Sua Palavra e lhes conceda uma esposa segundo o mesmo padrão!!

sábado, 13 de abril de 2013

Sorvete & leitura

O nosso passeio de domingo à tarde, após o almoço, é quase sempre o mesmo: nós vamos tomar sorvete! Já é praticamente (como diria meu sobrinho Lucas) uma tradição da nossa família. O Hugo, inclusive, já se tornou amigo do dono da sorveteria (isso porque ele não vai apenas aos domingos... Vira e mexe, após deixar os meninos na escola e antes de seguir para o consultório, ele dá uma "passadinha" pela sorveteria para, digamos, refrescar as ideias...)

Mas voltemos ao assunto do post... Hoje, como manda a nossa quase tradição familiar dominical, fomos tomar um sorvete. O André se lambuzou todo e foi ao banheiro lavar as mãos. Lá, conseguiu ler o aviso na parede: "Não jo-gue li-xo no va-so". 

E voltou todo contente pra contar!!!

E a mãe babona aqui também ficou toda feliz!!! Existe coisa melhor que presenciar as conquistas diárias dos nossos filhos?!?