quinta-feira, 20 de maio de 2010

Era digital

O André, com apenas 3 anos, já tem fala de gente grande.
Vejam essa:

"Mãe, me ajuda a abrir o computador do Tomás?
Eu vou entrar um pouquinho na internet..."

Quem aguenta?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Eu quero uma mãe...

Como estamos às vésperas do dia das mães, me lembrei dessa história do André, que é simplesmente o máximo.

Um dia - de novo dentro do carro -, ele me fez a seguinte pergunta:
_ Mãe, eu posso dar um beijo na boca da mãe da Catarina?

Antes mesmo que eu pensasse qualquer coisa, o Tomás interrompeu:
_ Não, André, você não pode! Ela é casada!!!!!!!

Ufa! Ainda bem que ela é casada, hein? Se não, como eu iria escapar dessa? Mas, pra completar, ele ainda fez mais um comentário:

_ Ah, eu 'querio' dar um beijo na boca da mãe da Catarina... É que eu gosto tanto de mulher gordinha e nova.

Mais uns dias depois, e ele me vem com outra conversa:

_ Mãe, eu 'querio' tanto que você fosse igual à mãe da 'Nana' Luísa.
_ É, filho? E como é a mãe da Ana Luísa?
_ Ela é gordinha e nova! Eu gosto de mãe gordinha e nova.

Pensei (e apenas pensei, pra não ofender a criança): "Sinto muito, filho, mas você vai ter que se contentar com uma mãe nova, e isso só por enquanto. Não pretendo ser mais gordinha do que já sou."

Pronto. Sem mais conversas sobre mãe gordinha e nova (quer dizer, ele ainda repetiu essa história pra minha mãe, falando que gostava mais da vovó Vânia, porque ela é gordinha, e a vovó Delza, não).

Mas, como nada é perfeito e como a insatisfação é uma característica do ser humano, foi a vez de o Tomás reclamar do tipo de mãe que tem:

_ Mãe, eu queria que você fosse dentista.
_ Dentista? Por quê?
_ Porque aí a gente teria um pai médico e uma mãe dentista, e vocês poderiam olhar a gente.

Pensei (e - de novo! - apenas pensei, pra não ofender a criança): "E depois disso seria o quê? Uma mãe professora, pra dar aula; uma mãe engenheira, pra construir uma casa; uma mãe veterinária, pra cuidar do cachorro..."

Ai, como seria bom ouvir um "eu quero uma mãe... exatamente como você!"

Se você quer ser minha namorada...

O tempo que passamos no carro, nas idas e vindas de passeios e escolas, são momentos preciosos. É a hora que os meninos mais falam, contam novidades e - sobretudo - fazem as perguntas mais difíceis de serem respondidas (e olha que a gente nem passa tanto tempo assim no carro aqui em Goiânia...).

Ontem, foi a vez do Hugo tentar responder essa do Tomás:


_ Pai, como é que a gente faz pra arrumar uma namorada? É só sair aí... bonito... pela rua... que a gente encontra?