sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Pais, avós e bisavós - segunda parte

O Tomás agora já entende que a vovó Delza é a minha mãe, que o vovô Edésio é o meu pai e que a vovó Vânia é a mãe do papai. E ele também já sabe que o pai do papai era o vovô Valter, que infelizmente já morreu.

Como vimos, ele também já aprendeu que a vovó Rodes é a mãe da vovó Delza e sua dusavó, ops, bisavó. Ela e a vovó Olinta (mãe do vovô Valter) são as únicas bisavós que ele conhece e realmente lembra, pois o vovô João (pai da vovó Delza) morreu quando ele tinha 1 ano e 2 meses. E os outros (vovô José Pedro e vovó Carmelinda, pais do vovô Edésio; vovô José Lisboa, pai do vovô Valter; e vovô José Pedro e vovó Corina, pais da vovó Vânia) faleceram bem antes de ele nascer.

Um dia, ele me perguntou:

_ Mãe, onde está o pai do vovô Edésio?

Eu expliquei que o pai do vovô Edésio era o vovô José Pedro, já falecido. Mas ele queria saber mais:

_ E a mãe do vovô Edésio, onde ela está?

Eu também contei pra ele que a mãe do vovô Edésio, a vovó Carmelinda, morrera logo depois que a mamãe e o papai se casaram.

Ele, então, intrigado, me perguntou:

_ E o vovô Edésio sabe se cuidar sozinho?

É, filho, os pais dele já morreram, mas eu acho que ele aprendeu, no tempo que eles ainda eram vivos, a se cuidar sozinho. A vovó Delza ajuda...

Pais, avós e bisavós

Esta a vó Rodes adora contar pra todo mundo...

Um dia, o Tomás estava na casa da minha mãe, e a vó Rodes também estava lá. Enquanto a minha mãe fazia o almoço e o Tomás insistia em ajudar, a vó Rodes tentava distraí-lo, puxando assunto com ele.

_ Tomás, você sabia que avó é mãe duas vezes?

Ele ouviu, mas não respondeu nada. Ela continuou:

_ Se avó é mãe duas vezes, a bisavó é avó duas vezes. Isso quer dizer que eu sou sua avó duas vezes, você sabia?

E ele só ouvindo...

Passou um pouco, a minha avó foi se sentar lá na sala, enquanto o Tomás continuava beirando a minha mãe e a ajudava a arrumar a mesa para o almoço.

Quando o almoço finalmente ficou pronto, a minha mãe pediu a ele que chamasse a vovó Rodes para almoçar. Ele foi:

_ Ô dusavó, vem almoçar!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz Natal!

"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 09:06)
Que, em meio a tanta correria que o fim de ano nos traz, possamos nos lembrar do primeiro natal, numa pequena cidade chamada Belém: um natal simples, sem luxo e sem conforto, mas onde os anjos davam glória a Deus pelo nascimento do nosso Salvador - Jesus Cristo, o Senhor.
Feliz Natal a todos!
Eleonora, Hugo, Tomás e André

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Pais de primeira (e segunda) viagem


O Tomás, como vocês bem sabem, nasceu sem babá. E assim ficou, por opção nossa. Escolhemos colocá-lo num berçário, por vários motivos, mas o principal é que eu simplesmente não conseguia imaginar uma pessoa desconhecida, sozinha na minha casa com meu filho, sabendo que ninguém iria aparecer por lá durante todo o dia. Até a pediatra do Tomás assim nos aconselhou.

Graças a Deus, tudo correu bem, o Tomás era um neném maravilhoso, quase não teve cólicas, mamava bem e com um mês já dormia 7 horas seguidas. É ou não é uma bênção? Mas... foi chegando o dia de voltar a trabalhar. Meu Deus, ninguém tinha me avisado que seria tão, mas tão ruim. 15 dias antes, ninguém podia nem me falar um simples "oi" que eu caía no choro.

E, no berçário, tinha a tal "adaptação".

Assim, lá fomos nós para a "semana da adaptação". A idéia era deixar o bebê algumas horas por dia e ir aumentando até o final da semana. O primeiro dia foi determinante para eu descobrir que a adaptação, na verdade, é da mãe, e não do bebê. Não permitiram que eu ficasse com ele lá. Me disseram que ele não poderia se acostumar com a minha presença no berçário, que ele tinha que saber que lá a mãe não estaria. Inexperiente, não questionei (e hoje eu sei que eles tinham razão). Falaram, então, que eu poderia ir embora pra casa e depois voltar pra buscá-lo.

Meio desnorteada, com a sensação de que tinham arrancado meu filho de mim, saí da escola, sem saber o que fazer. Lá fora, caiu a ficha: como assim, ir embora pra casa sem meu filho?!? Nunca! O que eu iria fazer lá sem ele? Completamente desorientada, fiquei andando pelas ruas do bairro, parecendo uma louca, andando sem rumo e chorando, até que achei que já tinha tempo demais que eu estava sem ele (durou quase uma hora) e resolvi voltar para buscá-lo.

E ele estava lá, numa boa, tomando um suquinho.

No outro dia, consegui voltar pra casa. Quer dizer, fui obrigada a voltar pra casa pois não dava pra chorar tanto na rua. Dá pra acreditar que, já no segundo dia da "adaptação", ele deu os bracinhos para a tia do berçário? Chorei copiosamente... Afinal, ninguém merece tanta ingratidão.

Mãe é tudo boba mesmo. Mas a mãe de segunda viagem consegue melhorar um pouco. Lembro-me da tia do berçário contando que tinha mãe que deixava o filho lá e nem olhava pra trás, já saía desesperada para os seus compromissos. E eu pensei: "que absurdo, como tem mãe desnaturada no mundo".

Ainda bem que eu tive o segundo filho, pra poder entender as mães desnaturadas (e me solidarizar com elas) ao me tornar uma.

Quando chegou a vez de o André ir para o berçário (escolhemos o mesmo destino pra ele, apesar de já morarmos em Goiânia), eu fazia exatamente como as mães "desnaturadas" do berçário lá de São Paulo. Largava na "adaptação" e saía correndo para os meus afazeres, que iam desde compras ao supermercado a idas ao salão de beleza.

Mas quando chegou o dia mesmo de voltar a trabalhar, também sofri por ficar longe dele (consegui conter o choro; quer dizer, chorei escondida), principalmente porque eu ainda o amamentava. C'est la vie!

As pessoas falam tanto do dia que o filho vai embora de casa, seja pra estudar fora, seja pra se casar; e falam com tanto sofrimento desse dia em particular que, quando nos tornamos pais, ficamos apavorados só de imaginar... Mas eu tenho percebido que esse "divisor de águas" não se resume a um único dia, começa muito, mas muito antes. Quer saber? Acho que começa no dia em que o filho nasce. A separação começa ali. Daquele dia em diante você começa a perceber que ele vai indo embora, cada dia um pouquinho mais.

Primeiro, ele começa a tomar suco e comer papinha. Depois, não quer mais saber de colo. Aí, ele vai para o berçário (ou vem uma babá pra tomar conta dele) e também para a escola. Em seguida, começa a pedir para dormir na casa dos avós. E você deixa. Até que chega o dia que ele dá o primeiro passo para a separação "de fato".

Passei por isso há 10 dias. O Tomás foi participar da "pijamola" da UCP - União das Crianças Presbiterianas. A "pijamola", pra quem não sabe, é a mistura de pijama com camisola, ou seja, é uma noite em que as crianças vão todas dormir no colégio da nossa Igreja. As atividades são tantas que, na verdade, elas não vão pra lá exatamente para dormir.

Eu o deixei ir e até incentivei sua participação, mas depois fiquei pensando que ele era muito pequenininho pra dormir fora, sem ser na casa de alguém da família. E o pior é que ele nem participava da UCP, pois, em tese, é apenas para crianças acima de 5 anos. A única pessoa que ele tinha mais intimidade lá era o Davi, meu sobrinho (de 5 anos...).

E lá foi ele, todo importante, de mochila e colchonete a tiracolo, enquanto meu coração só diminuía.

No dia seguinte, eu e o Hugo éramos os primeiros pais a chegar para o café da manhã - os demais, desnaturados (lógico!), que tinham mais de um filho na pijamola, aproveitavam a folga pra dormir um pouco mais. A segunda criança a dormir foi o Davi, às 2h da manhã. O Tomás dormiu apenas às 3h. E eu.. bem, melhor não contar que horas eu dormi.

Tudo isso porque ele nem chegou à idade de ir para o acampamento... Imagine como serão as outras etapas...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

"Bolsa família"

Esta é roubada das filhas da minha amiga Lorena.
Avós e tios que se prezem sempre gostam de perguntar o que a criança quer ser quando crescer. Assim, numa visita à casa da avó, um tio fez a pergunta clássica para a filha mais velha dessa minha amiga:
"Hanna, o que você quer ser quando crescer?"
A menina, então, respondeu que queria ser veterinária.
Enquanto a mais velha discorria sobre o seu amor, cuidado e proteção aos bichos de todas as espécies, a mais novinha, de 4 anos (ah, esses 4 anos...), estava quieta, só observando.
Foi quando dirigiram a pergunta também a ela:
"E você, Taísa, o que quer ser quando crescer?"
Ela pensou um pouco e respondeu: "Ah, acho que eu quero ser pobre mesmo, porque pobre ganha tudo das outras pessoas, ganha roupa, ganha brinquedo, ganha comida..."
E depois querem nos convencer que a política social do nosso governo está no caminho certo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Um homem que sorria com os olhos


Nunca me esquecerei do culto fúnebre do Sr. José Lisboa Ramos. O Rev. Aristeu, após ler duas passagens bíblicas (uma em Apocalipse 14:13, que diz: "Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham"; e outra em Salmos 116:15, que registra que "preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos"), disse que, quando chegou em Anápolis, o esperava na porta da Igreja "um homem que sorria com os olhos". E ele logo pensou: "Esse é o diácono".

Nunca me esquecerei, pois essa é a tradução mais perfeita daquele homem, que expressava a sua alegria de viver para Cristo, de servi-Lo através do diaconato, apenas com o olhar. Nunca me esquecerei, pois vejo essa característica se transmitir a outros homens dessa família, do teimosão - que era o Sr. José -, passando pelo teimoso - o Dr. Valter -, e chegando no teimosinho, o Hugo (atual teimosão, que já havia sido substituído pelo teimosinho Mateus).

É, as “categorias” de teimoso foram passando adiante, assim como a característica de sorrir com os olhos. O Hugo e o Tomás também sorriem com os olhos; o André, então, é a mais perfeita tradução do Dr. Valter, tanto fisicamente como no brilho do olhar (e também começa a mostrar suas “asinhas” de teimoso).

E é assim que eu sempre me lembrarei do Dr. Valter: como um homem que sorria com os olhos. Tudo bem, teimoso algumas vezes, "bravo" outras tantas, mas que, assim como o pai, também expressava sua alegria de viver para Cristo com seu olhar sorridente.

Esse homem de olhar sorridente, Valter Lisboa Ramos, nasceu em Coromandel-MG, no dia 03 de outubro de 1940, primeiro filho de uma família que já conhecia a palavra de Deus, alcançada pelo evangelismo do Dr. Divino Borges.

Viveu em Coromandel, onde seu pai trabalhava nos garimpos da região, até os 07 anos de idade. De lá foi para Abadia dos Dourados, também em Minas Gerais, para que ele e seus irmãos pudessem estudar. Foi em Abadia dos Dourados que pela primeira vez freqüentou uma igreja e começou, então, a ouvir falar do amor de Deus.

“Nas” Minas Gerais, viveu intensamente sua infância e parte da adolescência, andando sem rumo pela cidade e pelos campos e fazendas, nadando nos rios e córregos, comendo fruta do pé e ajudando sua mãe – a Dona Olinta – a criar os irmãos menores (inclusive escolhendo seus nomes, baseado sempre em personagens bíblicos, cujas histórias haviam sido aprendidas na Escola Dominical: Davi, Filemon, Eli e Enoch), enquanto seu pai passava boa parte do tempo fazendo frete – atividade pioneira à época.

Lá pelo fim da década de 50, o Sr. José Lisboa decidiu se mudar para uma cidade em Goiás – Anápolis – porque ouvira falar que lá havia abundante comércio e grande quantidade de fretes para caminhoneiros. O Dr. Valter e seus irmãos também foram, mas depois de alguns anos o “Valtinho” mudou-se para Goiânia, a fim de iniciar seus estudos de nível superior.

Em Goiânia, morava na Casa do Estudante Universitário, o CEU, enquanto estudava para ser médico – a 3ª Turma da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás –, e, para se sustentar e ainda ajudar a pagar os estudos de seus irmãos, dava aula de Química em cursinho pré-vestibular (ofício que, mais tarde, também exerceu no Seminário Presbiteriano Brasil Central, na disciplina de Ética, e na Escola Dominical da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia – quase sempre na classe do livro de Romanos, ensinando sobre a infinita graça de Deus).

Nessa época, esgotado pelos estudos (dizem que os primeiros anos do curso de medicina são muito difíceis, teoria distanciada da tão sonhada prática), viveu seu primeiro grande dilema: qual sua verdadeira vocação, médico ou pastor? O Sr. José veio de Anápolis para dar suporte ao filho. Pagou uma consulta psiquiátrica e depois deu uma passagem de ônibus para que ele fosse até Campinas-SP conversar com um pastor do Seminário Presbiteriano do Sul, único seminário presbiteriano da época. O pastor o aconselhou a exercer as duas profissões (ou os dois sacerdócios): ser médico e pastor. E, assim, ele decidiu ser médico e pastorear a vida de seus pacientes (e a de seus alunos também).

Em 1963, conheceu uma mineirinha, Vânia Lúcia Ribeiro Ramos, com quem se casou em 1968 e que esteve ao seu lado até o fim da vida. Dessa união nasceram três filhos: Miriam, Liliam e Hugo (que, por sorte, escapou de se chamar “Noirê”, nome de um índiozinho simpático que o Dr. Valter conheceu quando visitou, como médico, algumas tribos do Xingu, no Pará). E Deus também lhe concedeu a bênção de ver os filhos dos filhos: Mateus e Raquel (filhos de Miriam e Rogério), Gabriela (filha de Liliam e Jason) e Tomás (filho meu e do Hugo). Os dois mais novinhos não tiveram a chance de conhecer o avô: Isadora (filha de Liliam e Jason) e André (também meu filho e do Hugo).

Formou-se médico em 1967 e foi primeiramente trabalhar em Jussara, a convite de um colega de turma. Após 4 ou 5 meses, a sociedade se desfez e ele voltou para Goiânia. Logo após, recebeu um convite de um outro colega para ser sócio de um hospital também em Jussara – era, como dizem, o destino.

Assim, em 1968, levando a D. Vânia na garupa, seguiu seu rumo de volta a Jussara, onde por muito tempo ele e seu amigo foram os únicos médicos da cidade, fazendo partos com a luz escassa de uma lanterna (algumas vezes ajudado pela D. Vânia, companheira de todas as horas), "costurando" a barriga de baleados e esfaqueados, contando sempre com a graça de Deus no exercício de seu sacerdócio, sem nunca deixar de levar adiante a mensagem da cruz.

Nesse meio tempo, foi para São Paulo fazer residência em cirurgia cardíaca, a especialidade médica mais em voga na época, no renomado hospital Beneficência Portuguesa. Entretanto, seu espírito combativo não se coadunou com a prática dos dirigentes do hospital, que davam preferência aos estrangeiros que vinham ao Brasil aprender as novas técnicas da cirurgia cardíaca, e ele resolveu voltar para Jussara, pois, nos seus dizeres, preferia ser o pajé da tribo a ser mais um dos súditos no reino.

Em Jussara, realizou o sonho de ter um pedacinho de chão, parecido com as terras lá de Coromandel, das lembranças de sua infância, no meio de uma pequena serra de Goiás, no município de Santa Fé: a Fazenda Samambaia.

Em 1979, mudou-se novamente para Goiânia, dessa vez por causa dos filhos, que precisavam de uma escola melhor.

E, aqui, esse olhar sorridente deixou marcas em muita gente. Não são poucos os exemplos que posso dar de pessoas que foram influenciadas por seu testemunho de vida, principalmente quando esta estava chegando ao fim. Ele costumava dizer que a doença o fizera ansiar o céu; que Deus a utilizara para que ele pudesse se desapegar das coisas desta vida, preparando-o para a vida eterna. Ele se dizia tranqüilo em partir e certo de que Deus já havia cumprido o propósito designado para a vida dele.

Não sei se era bem isso que o Dr. Valter queria quando, numa das muitas vezes em que esteve internado antes de sua morte, me pediu que eu escrevesse seu "memorial", assim como ele fizera para o Sr. José Lisboa, seu pai, na comemoração dos 81 anos dele. Eu ia ao hospital, já mais tarde, quase depois do horário permitido às visitas, e ele ficava me contando da sua vida, das suas realizações, das histórias engraçadas que já tinha vivido e, principalmente, das mudanças que Deus operara em sua vida.

Tantas histórias boas que até hoje me arrependo por não ter feito anotações ou, quem sabe, gravado, pois muitos detalhes perderam-se pelo caminho.

Lembro-me de uma em especial. Certa vez, ele tinha marcado de ir para Goiânia. Uma senhora vizinha muito gorda tinha o costume de esperá-lo na porta de sua casa toda vez que ele ia pra Goiânia, querendo uma carona (ela obtinha informações privilegiadas com as enfermeiras do hospital e sabia exatamente o dia que ele iria para a capital). Ele era implicado com aquilo. Naquele dia, ele resolveu sair bem cedo e ainda por cima chovia forte. Ele pensou, aliviado: “Hoje ela não vai estar lá. Ainda bem”. Ledo engano. Debaixo da chuva torrencial, ainda escuro, ela o esperava bem em frente ao portão. A contragosto, ele ofereceu carona. Mais pra frente, as águas do rio haviam passado por cima da pequena ponte e, se não fora o carro estar tão pesado, ele teria sido levado pela correnteza. Que exemplo da providência divina! E que lição de amor ao próximo Deus lhe dera!

Outra história também envolvendo ponte e livramento de Deus integra a parte da sua vida em que Deus o ensinou a ser menos impulsivo. Irritado com o subdelegado de Santa Fé de Goiás – que insistia em abandonar os “cidadãos de bem” baleados ou esfaqueados (ou, muitas vezes, as duas coisas) na porta do hospital, sem nem ao menos providenciar os remédios para o tratamento –, ele correu com seu fusquinha, em plena madrugada, e o deixou atravessado na ponte, impedindo a passagem. Quando o subdelegado apareceu, ele o interpelou e exigiu que ele fosse buscar os remédios. O subdelegado não questionou a ordem e deu meia volta. Só depois o Dr. Valter se deu conta do risco que correu...

Várias outras vezes Deus livrou a vida do Dr. Valter – de perigos físicos e também, por que não dizer, espirituais –, moldando seu temperamento e ao mesmo tempo mantendo sua intrepidez, e, acima de tudo, apresentando-lhe Sua maravilhosa graça e infinita misericórdia. Mas, na hora certa, Deus o levou para si, retirando de nós aquele olhar sorridente, através de uma preciosa morte, aos 15/12/2004.

E, hoje, damos graças a Deus pela vida dele, Valter Lisboa Ramos.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Políticos

O Tomás e o Hugo voltavam pra casa sozinhos. No meio do caminho, o Tomás perguntou:
- Pai, qual é a mulher que você acha que é a mais bonita do mundo?
E o Hugo respondeu: "A mamãe! E você?"
- Eu acho que todas as mulheres que eu conheço são as mais bonitas do mundo: a mamãe, a tia Fernanda... Eu acho que elas são bonitas porque elas são magrinhas.
Ah, Tomás... você ainda vai conhecer muitas mulheres na sua vida... E, Fernanda, viu só? Ele acha que a gente é magrinha. 'Tá bom, né?