Hoje estou um pouco nostálgica. E me deu vontade de escrever. Comecei a rever todos os meus rascunhos do blog... Alguns muito antigos... Tão antigos que eu diria que já estão até mesmo defasados... Como esse, de 12/04/2013, em que o Tomás insistia comigo que queria um celular e um perfil no Facebook.
Na época, ele não tinha 10 anos. Eu e o Hugo combinamos que deixaríamos que ele tivesse um perfil em rede social desde que não precisasse mentir a idade para se inscrever. A idade do Facebook era 13 anos (ainda é). E ele estava longe de atingi-la. Então, a resposta foi não.
Dar essa resposta não é tão fácil assim. Ela sempre vem seguida de muita insistência e muita argumentação... É cansativo para todos, filhos e pais. Você também tem a opção de ceder. Pra mim, raras vezes essa é uma opção (eu sou uma mãe chata, lembram?), a não ser quando eu reconheço que estava errada. (Mas aí não é ceder, é reconhecer o erro e mudar de opinião. Outra história...)
"Mãe, todos os meus amigos têm Facebook!"
"Filho, eles mentem a idade. Isso não é certo."
"Mas qual é o problema em ter Facebook? Por que só com 13 anos?"
Então... Lá vêm as respostas de sempre: porque você expõe sua vida e sua intimidade. Porque você pode ter acesso a coisas que não deve ou que não são adequadas para a sua idade ("A internet é uma janela para o mundo"). Porque eu sou responsável por você. Porque... porque...
E por que só com 13 anos? (Se eu pudesse escolher, não seria nem com 13... Quem sabe com 18...) Talvez seja porque com 13 anos não é mais criança. Porque, em tese, você terá um pouco mais de maturidade e já poderá ser punido por eventual ato infracional - embora isso não me exima de responsabilidades. Porque... Porque...
E por que só com 13 anos? (Se eu pudesse escolher, não seria nem com 13... Quem sabe com 18...) Talvez seja porque com 13 anos não é mais criança. Porque, em tese, você terá um pouco mais de maturidade e já poderá ser punido por eventual ato infracional - embora isso não me exima de responsabilidades. Porque... Porque...
A verdade é que, pra ele, nenhuma explicação era plausível. Tivemos que assumir a chatice e apelar para a nossa autoridade de pais: não, porque não. Só com 13 anos.
Estou às voltas com essa guerra de novo. Agora, é o André que fala todos os dias na minha cabeça que quer ter um celular e que precisa de acesso ao WhatsApp, porque tem o grupo da escola, o grupo da turma de inglês, o grupo do futebol, o grupo das reuniões da igreja, o grupo da banda e até mesmo o grupo da família.
Resolvi a questão, por um tempo, permitindo que ele use o meu WhatsApp para integrar todos os grupos que quiser. Mas tive que mudar a foto do meu perfil para uma foto que tivesse nós dois e meu nome para "Eleonora e André" (apesar dos protestos para que fosse "André e Eleonora").
Mesmo assim, tenho muita dificuldade em acompanhar/fiscalizar o conteúdo das mensagens. Fico meia hora longe do celular e, quando vejo, já são umas 300, sem falar nos inúmeros áudios e vídeos. Penso, desesperada: esses meninos não estudam não? Tem mensagens até na hora do intervalo das aulas e no recreio! Por que não conversam entre si ao vivo? Enviam mensagens no meio da semana depois de 11h da noite e, no fim de semana, às 2h da manhã. Que horas vão dormir?
Acho que estou na contramão do mundo...Vai ser desafiador (pra ser otimista) segurar isso por mais 2 anos...
E o mais intrigante dessa história é que, quando finalmente o Tomás teve um celular, ele não quis mais ter um perfil no Facebook... Não é mais interessante. Como tudo muda rápido! Socorro!!
P.S. Acabei de descobrir que o WhatsApp também tem limite de idade: 16 anos! E o Tomás só tem 14 e acessa desde os 13... (suspiro)
Estou às voltas com essa guerra de novo. Agora, é o André que fala todos os dias na minha cabeça que quer ter um celular e que precisa de acesso ao WhatsApp, porque tem o grupo da escola, o grupo da turma de inglês, o grupo do futebol, o grupo das reuniões da igreja, o grupo da banda e até mesmo o grupo da família.
Resolvi a questão, por um tempo, permitindo que ele use o meu WhatsApp para integrar todos os grupos que quiser. Mas tive que mudar a foto do meu perfil para uma foto que tivesse nós dois e meu nome para "Eleonora e André" (apesar dos protestos para que fosse "André e Eleonora").
Mesmo assim, tenho muita dificuldade em acompanhar/fiscalizar o conteúdo das mensagens. Fico meia hora longe do celular e, quando vejo, já são umas 300, sem falar nos inúmeros áudios e vídeos. Penso, desesperada: esses meninos não estudam não? Tem mensagens até na hora do intervalo das aulas e no recreio! Por que não conversam entre si ao vivo? Enviam mensagens no meio da semana depois de 11h da noite e, no fim de semana, às 2h da manhã. Que horas vão dormir?
Acho que estou na contramão do mundo...Vai ser desafiador (pra ser otimista) segurar isso por mais 2 anos...
E o mais intrigante dessa história é que, quando finalmente o Tomás teve um celular, ele não quis mais ter um perfil no Facebook... Não é mais interessante. Como tudo muda rápido! Socorro!!
P.S. Acabei de descobrir que o WhatsApp também tem limite de idade: 16 anos! E o Tomás só tem 14 e acessa desde os 13... (suspiro)