A enfermeira nos avistou e já foi logo dizendo: "Lá vem mais um queixinho!" Mas acredito que ela não tinha noção que ali estava um queixinho cortado com muito orgulho: nestas férias, o André aprendeu a andar de bicicleta sem rodinhas!
Há algum tempo observo esse "fenômeno": todo verão os meninos vão contabilizando os machucados, como se eles fossem verdadeiros troféus de uma infância bem vivida, cheia de aventura e muita diversão.
E, dessa vez, o André conseguiu ultrapassar o Tomás com uma só queda: 7 escoriações (joelho, cotovelo, tórax, dedo, queixo, nariz e testa), 1 corte no queixo - com direito a 2 pontos -, raio-x no tórax e no dedo polegar, contra "apenas" 3 machucados do Tomás (pé, joelho e cotovelo).
A história do tombo merece um capítulo à parte.
Dizem que mãe sabe das coisas. E sabe mesmo! No dia anterior ao tombo, observei o André andando de bicicleta, todo ousado, sem nem se lembrar que não tinha nem dois dias que o Hugo havia tirado as rodinhas de vez. Super confiante, eu o vi descendo a rampa imensa que liga os apartamentos ao hotel da Palavra da Vida, em Caldas Novas, e entrar, a toda, no estacionamento feito de brita. Era tombo na certa!
"Filho, não é mais pra você descer essa rampa, viu? Além de cair e se machucar, você ainda pode ser atropelado por um carro."
Dizem que mãe sabe das coisas. E sabe mesmo! No dia anterior ao tombo, observei o André andando de bicicleta, todo ousado, sem nem se lembrar que não tinha nem dois dias que o Hugo havia tirado as rodinhas de vez. Super confiante, eu o vi descendo a rampa imensa que liga os apartamentos ao hotel da Palavra da Vida, em Caldas Novas, e entrar, a toda, no estacionamento feito de brita. Era tombo na certa!
"Filho, não é mais pra você descer essa rampa, viu? Além de cair e se machucar, você ainda pode ser atropelado por um carro."
A resposta veio certeira: "Mãe, eu não me importo se eu morrer, pois lá no céu a minha diversão será ainda maior! E é melhor morrer criança, que aí eu vou pro céu bonito, e não feio... de barba..."
"Pois eu me importo - e muito!!! NÃO-É-PARA-DESCER-A-RAMPA!!!!"
Alguns diriam que quem não ouve conselho ouve coitado. Eu digo mais: a desobediência traz consequências. Como eu já antecipei no começo da história, no dia seguinte, descendo a rampa, ele se "confundiu" e apertou o freio de trás, e não o da frente, e simplesmente capotou feio com a bicicleta - justo aonde? - justo no encontro da rampa com o estacionamento de brita.
Chegou em casa, trazido por dois equipantes da PV, tão escoriado que eu não podia ver onde exatamente eram os machucados. Tentando aparentar calma, resolvi dar-lhe um banho. Depois, minha mãe viu o corte no queixo que, apesar de pequeno, precisaria mesmo de uns pontinhos.
Detalhe importante: em tudo isso, apesar de nitidamente assustado, ele não chorou nem fez qualquer tipo de escândalo. É forte o menino. O máximo que ouvi foi um "aiaiai" na hora do banho.
Capítulo 2 - No hospital...
Chegando ao hospital, era difícil distinguir a carinha de assustado da satisfação em estar ali, podendo ver tão de perto como funciona um pronto-socorro (eu já contei que ele diz que quer ser médico, né?).
E, durante todo o procedimento, só chorou um pouco na hora da anestesia.
O máximo foi o ar de entendido quando a enfermeira foi limpar suas "policontusões".
Com calma, ela explicou: "Olha, eu vou passar um remedinho aqui que vai arder um pouco, tá?" E ele: "Tudo bem, eu sei, é o povidine, né?"
O olhar dirigido a mim pela enfermeira dizia: "Quantas vezes esse menino já caiu, hein?" Como eu iria explicar que basta passar o remédio uma vez que ele já sabe o nome e pra que serve?!?
E, como se não bastasse, o outro queixinho que chegou depois dele, de um menino de 9 anos, deu o maior escândalo... Garantia total de muuuuitas histórias e primeiro lugar no quesito "infância bem vivida"!!
"Pois eu me importo - e muito!!! NÃO-É-PARA-DESCER-A-RAMPA!!!!"
Alguns diriam que quem não ouve conselho ouve coitado. Eu digo mais: a desobediência traz consequências. Como eu já antecipei no começo da história, no dia seguinte, descendo a rampa, ele se "confundiu" e apertou o freio de trás, e não o da frente, e simplesmente capotou feio com a bicicleta - justo aonde? - justo no encontro da rampa com o estacionamento de brita.
Chegou em casa, trazido por dois equipantes da PV, tão escoriado que eu não podia ver onde exatamente eram os machucados. Tentando aparentar calma, resolvi dar-lhe um banho. Depois, minha mãe viu o corte no queixo que, apesar de pequeno, precisaria mesmo de uns pontinhos.
Detalhe importante: em tudo isso, apesar de nitidamente assustado, ele não chorou nem fez qualquer tipo de escândalo. É forte o menino. O máximo que ouvi foi um "aiaiai" na hora do banho.
Capítulo 2 - No hospital...
Chegando ao hospital, era difícil distinguir a carinha de assustado da satisfação em estar ali, podendo ver tão de perto como funciona um pronto-socorro (eu já contei que ele diz que quer ser médico, né?).
E, durante todo o procedimento, só chorou um pouco na hora da anestesia.
O máximo foi o ar de entendido quando a enfermeira foi limpar suas "policontusões".
Com calma, ela explicou: "Olha, eu vou passar um remedinho aqui que vai arder um pouco, tá?" E ele: "Tudo bem, eu sei, é o povidine, né?"
O olhar dirigido a mim pela enfermeira dizia: "Quantas vezes esse menino já caiu, hein?" Como eu iria explicar que basta passar o remédio uma vez que ele já sabe o nome e pra que serve?!?
E, como se não bastasse, o outro queixinho que chegou depois dele, de um menino de 9 anos, deu o maior escândalo... Garantia total de muuuuitas histórias e primeiro lugar no quesito "infância bem vivida"!!