Pra comprovar a minha teoria dos dois textos anteriores, publico esse vídeo, pra conhecimento geral da nação (o único vacilo é que também comprovo que me incluo na loucura alheia...).
porque todas as pessoas grandes foram um dia crianças, mas poucas se lembram disso...
sexta-feira, 26 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Quem é mais doido?

Como eu já disse no texto anterior, os meninos gostam do Hugo porque ele é doido. E não fui eu que dei essa definição. Mas é fato que muitas vezes eu o acho doido mesmo. E não estou sozinha nessa constatação: a minha mãe e a mãe dele também acham a mesma coisa, principalmente quando o veem brincando de jogar os meninos pra cima. É óbvio que eles adoram, mas quando os vemos praticamente voando no céu, dá até um arrepio na espinha imaginar a remota hipótese de ele não conseguir segurá-los na volta... É melhor nem imaginar.
Outra brincadeira doida que ele adora fazer é puxar os meninos num carrinho de pedalar (esse da foto acima). Ele puxa esse carrinho na maior velocidade na quadra da casa dos meus pais. A puxada "com emoção" inclui um "cavalo de pau" na curva. O carrinho quase capota. E o pior: na derrapagem, o medo que temos é que a corda se arrebente e os meninos caiam escada abaixo ou na piscina. É um risco possível.
Eu, meu pai e minha mãe, de camarote, assistíamos a cena. Os meninos quase passando mal de tanto achar bom, disputando quando seria a vez de cada um. A minha mãe, também quase passando mal - só que de medo de um acidente - gritava pedindo pra que ele parasse com a brincadeira e falava a todo instante como ele era doido.
O André, enquanto esperava a sua vez, observava tudo isso. Depois de uma derrapagem bem maluca, em que o carrinho chegou a levantar duas rodas, a minha mãe falando mais uma vez como ele era doido, o André fez o seguinte comentário, que ficou para a história:
"E depois ele fala que eu é que sou doido..."
Outra brincadeira doida que ele adora fazer é puxar os meninos num carrinho de pedalar (esse da foto acima). Ele puxa esse carrinho na maior velocidade na quadra da casa dos meus pais. A puxada "com emoção" inclui um "cavalo de pau" na curva. O carrinho quase capota. E o pior: na derrapagem, o medo que temos é que a corda se arrebente e os meninos caiam escada abaixo ou na piscina. É um risco possível.
Eu, meu pai e minha mãe, de camarote, assistíamos a cena. Os meninos quase passando mal de tanto achar bom, disputando quando seria a vez de cada um. A minha mãe, também quase passando mal - só que de medo de um acidente - gritava pedindo pra que ele parasse com a brincadeira e falava a todo instante como ele era doido.
O André, enquanto esperava a sua vez, observava tudo isso. Depois de uma derrapagem bem maluca, em que o carrinho chegou a levantar duas rodas, a minha mãe falando mais uma vez como ele era doido, o André fez o seguinte comentário, que ficou para a história:
"E depois ele fala que eu é que sou doido..."
terça-feira, 23 de março de 2010
Por que...

Já contei aqui que a brincadeira preferida dos meninos é... luta! E o lugar preferido para o ringue é... a minha cama! Pois bem. Lá estavam minhas três crianças - leia-se: Hugo, Tomás e André - brincando de luta em cima da minha cama. Não sei explicar bem a razão, mas eu também estava lá, quase caindo do meu cantinho, tentando ler um dos muitos livros que ficam no meu criado-mudo.
Entre uma queda e outra da luta, o Tomás soltou um suspiro e, com um sorriso no rosto e uma satisfação sem medida, disse: "Ah... eu gosto do papai porque ele é doido!..."
Parei minha leitura e fiquei observando aquela cena. Por mais que eu não aprecie muito esse tipo de brincadeira, preciso confessar: é uma alegria muito grande vê-los brincando assim, tão cúmplices um do outro, tão unidos.
Mas, vendo que eu o observava e acho que com medo de ser injusto, ele tentou contornar a situação e disse: "Eu tbém gosto muito de você, mãe. Você é legal!... Mas é que você não brinca desse jeito com a gente."
Tentei explicar (e me defender, lógico): "É que eu sou mocinha, filho. Eu não sei brincar dessas coisas. Mas eu faço outras..."
E ele, com seu jeito todo especial, completou: "É verdade. Você lê histórias".
É isso aí. Cada um com seu dom, né?
P.S. A foto é de uma das brincadeiras preferidas dos meninos: fazer "montinho" no Hugo.
Entre uma queda e outra da luta, o Tomás soltou um suspiro e, com um sorriso no rosto e uma satisfação sem medida, disse: "Ah... eu gosto do papai porque ele é doido!..."
Parei minha leitura e fiquei observando aquela cena. Por mais que eu não aprecie muito esse tipo de brincadeira, preciso confessar: é uma alegria muito grande vê-los brincando assim, tão cúmplices um do outro, tão unidos.
Mas, vendo que eu o observava e acho que com medo de ser injusto, ele tentou contornar a situação e disse: "Eu tbém gosto muito de você, mãe. Você é legal!... Mas é que você não brinca desse jeito com a gente."
Tentei explicar (e me defender, lógico): "É que eu sou mocinha, filho. Eu não sei brincar dessas coisas. Mas eu faço outras..."
E ele, com seu jeito todo especial, completou: "É verdade. Você lê histórias".
É isso aí. Cada um com seu dom, né?
P.S. A foto é de uma das brincadeiras preferidas dos meninos: fazer "montinho" no Hugo.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Bendita tapioca

Domingo à noite. Saímos da igreja e fomos à procura de algum lugar pra lanchar. O Hugo sugere uma "tapiocaria" muito boa que tem aqui em Goiânia. Um pedacinho do nordeste no centro-oeste brasileiro. O sertão invadindo o cerrado. Uma delícia!
"Quem quer comer tapiocaaa?", ele pergunta aos meninos.
"O que é tapioca?", pergunta o Tomás.
E logo vem a resposta, como sempre, pronta e direta do André: "Tapioca?!!?! Tapioca é quando a gente dá um tapa na cara do amigo".
Pensei comigo mesma: amigo? Só se for do "amigo" idiota, né?
"Quem quer comer tapiocaaa?", ele pergunta aos meninos.
"O que é tapioca?", pergunta o Tomás.
E logo vem a resposta, como sempre, pronta e direta do André: "Tapioca?!!?! Tapioca é quando a gente dá um tapa na cara do amigo".
Pensei comigo mesma: amigo? Só se for do "amigo" idiota, né?
sábado, 6 de março de 2010
Quem me ensina
Outra luta: a cadeirinha do carro e o cinto de segurança. O André já consegue colocá-lo sozinho - o que é uma beleza, porque eu não preciso dar a volta no carro e ir colocar o cinto pra ele, e a gente pode sair mais rápido de casa. Mas às vezes o tiro sai pela culatra. Querendo economizar tempo, eu acabo perdendo, porque nem sempre dá certo. Às vezes, o cinto enrola, a criança não consegue resolver o problema e, quando você vê, já está lá na avenida, no meio do maior trânsito e seu filho sem cinto...Esse dia foi assim.
"Vai, filho, põe logo o cinto de segurança! A gente já 'tá na rua."
"Mas eu não consigo, mãe; ele 'tá todo bagunçado."
Recorro ao filho mais velho: "Tomás, ajude o seu irmão. Ensine pra ele como é que arruma o cinto."
O Tomás conversa com o André, eu presto atenção no trânsito e, pouco tempo depois, vejo que o André ainda não pôs o cinto: "André, você ainda 'tá sem cinto? Tomás, você não ensinou o André a arrumar o cinto, não?"
"Eu ensinei, mãe, mas ele não quer aprender."
O André, então, interrompeu, todo bravo: "Não é você que me ensina!! Quem me ensina é o papai! Ele já me ensinou a lavar o 'pipiu', a tirar a camisa, a lavar a mão... É ele que me ensina, viu? Não é você!"
E eu e o Tomás ficamos sem entender o motivo de tanta braveza...
P.S. Qualquer dia desses eu conto cada uma das etapas acima. Valem a pena.
sexta-feira, 5 de março de 2010
E agora, José?

Constatei na prática como é tênue a linha que separa as regras da boa educação das regras de segurança.
Na minha luta diária de educar filhos, lá fui eu rezar a cartilha para o André depois que uma pessoa numa loja o cumprimentou e ele nada respondeu, apesar de toda a minha insistência.
(Apenas um aparte: ô momentinho constrangedor, né? A pessoa fala 'oi', o seu filho fecha a cara e você fica com aquela cara de tacho: "vai, filho, responde; fala 'oi' pra moça..." E o menino, nada. A pessoa também insiste. E a criança, acho que de pirraça - só pode ser de pirraça! -, passa um zíper na boca. Você faz uma cara feia pra ela e, às vezes, funciona: finalmente, sai um 'oi' entre os dentes, bem baixinho e meio mal-educado. E, quando não funciona, cara de tacho 2, você ainda fica como aquela mãe que não sabe mesmo educar filhos).
No caso do dia, não funcionou. Então, depois de passar aquela vergonha básica, chega a hora do papo sério com seu filho: "André, quando alguém fala 'oi' pra gente, a gente tem que responder e dizer 'oi' também."
E ele, mais que depressa na argumentação, me colocou na seguinte encruzilhada: "Mas você fala que eu não posso conversar com quem eu não conheço!"
Pois é. Cara de tacho 3. E agora, José?
Na minha luta diária de educar filhos, lá fui eu rezar a cartilha para o André depois que uma pessoa numa loja o cumprimentou e ele nada respondeu, apesar de toda a minha insistência.
(Apenas um aparte: ô momentinho constrangedor, né? A pessoa fala 'oi', o seu filho fecha a cara e você fica com aquela cara de tacho: "vai, filho, responde; fala 'oi' pra moça..." E o menino, nada. A pessoa também insiste. E a criança, acho que de pirraça - só pode ser de pirraça! -, passa um zíper na boca. Você faz uma cara feia pra ela e, às vezes, funciona: finalmente, sai um 'oi' entre os dentes, bem baixinho e meio mal-educado. E, quando não funciona, cara de tacho 2, você ainda fica como aquela mãe que não sabe mesmo educar filhos).
No caso do dia, não funcionou. Então, depois de passar aquela vergonha básica, chega a hora do papo sério com seu filho: "André, quando alguém fala 'oi' pra gente, a gente tem que responder e dizer 'oi' também."
E ele, mais que depressa na argumentação, me colocou na seguinte encruzilhada: "Mas você fala que eu não posso conversar com quem eu não conheço!"
Pois é. Cara de tacho 3. E agora, José?
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