sexta-feira, 15 de maio de 2009

O hábito faz o monge


O André, desde quase recém-nascido, vai à igreja praticamente todos os domingos (aliás, não só ele como toda a família). Mas ele especificamente acostumou-se a associar a imagem de um homem de terno com a do pastor. Tanto que, quando vamos ao Palavra da Vida, num ambiente informal de acampamento, ele nunca acha que o pastor é mesmo o pastor, só porque não está de terno.

Dia desses, numa visita à minha avó, ele viu a foto dela e do meu avô num quadro grande na parede. A foto é do dia das Bodas de Diamante deles e o meu avô estava de terno. Infelizmente, o André não o conheceu, pois meu avô faleceu antes de ele nascer.

Vendo que ele observava a foto, a vó Rodes explicou a ele quem era. Ele continuou observando o quadro atentamente e perguntou: "Por que ele 'tá vestido com roupa de pastor?"

Mas o pior é que isso não acontece só com pastor não. Se a pessoa não está vestida com a roupa "adequada" à profissão, ele não acredita que ela a exerça.

E foi assim ontem. Após o banho, o Hugo foi enxugá-lo e resolveu apalpar a barriga dele. Ele, mais que depressa, já foi logo dando a bronca:

"Ei, pai, você não pode apertar minha barriga! Você não é médico!"

O Hugo respondeu:
"Sou médico sim!"

Surpreso, ele retrucou: "Não é não, você não 'tá vestido com roupa de médico!"


É... deve ter sido por essas e outras que o antigo ditado "o hábito não faz o monge" mudou para o atual "o hábito faz o monge"...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Quem tem boca...


Hoje de manhã, fomos ao famoso "Parque do Macaco", como os meninos dizem (na verdade, é o nosso conhecido "Parque Areião"). A referência aos macacos é por uma questão óbvia: o parque é cheio de macaquinhos, aqueles macacos pregos que vivem nas nossas matas e que, nos parques urbanos, adoram roubar o lanche das pessoas.

Passando pelo "recanto dos macacos", um deles veio na nossa direção. Parecia estar de olho na sacolinha que eu trazia e eu prontamente o espantei. Mas julguei mal, ele queria apenas pegar um pedaço de coco que estava perto de nós. O André ficou com medo e não queria mais passar por eles.

Eu disse: "Vem, filho, pode vir, não precisa ter medo."
Ele retrucou: "Não, ele vai me morder."
Tentei argumentar: "Vai morder não, André, pode vir."
E ele, bem convicto, me respondeu: "Vai morder sim, ele tem boca."

É verdade, ele tem boca; e quem tem boca pode morder. E agora? O que eu respondo? "Tá certo, filho. Ele tem boca, mas a mamãe não vai deixar que ele te morda." Mãe é assim, tem que arrumar solução pra tudo...