quinta-feira, 2 de junho de 2011

Posso ter um e-mail?



E então, um belo dia, fui surpreendida com o pedido acima, feito pelo meu filho mais velho, o Tomás.

Preciso acrescentar alguns advérbios a essa frase:

Um belo dia, fui COMPLETAMENTE, ABSOLUTAMENTE, INTEIRAMENTE surpreendida com o pedido acima, feito pelo meu filho mais velho, o Tomás.

Como assim, um e-mail?!???!!! Por algum acaso ele sabe o que é isso?!? Não tem nem 8 anos completos e já quer ter um e-mail??!!!!?

Eu só fui ter e-mail com uns 15 anos! Tudo bem, confesso que foi nessa idade que meu pai comprou um computador lá pra casa. Mas mesmo assim... não é cedo demais pra um menino ter um e-mail? Em questões de segundos, ou talvez milésimos de segundos, tudo que passava pela minha cabeça eram os horrores da internet, os casos de pedofilia e pornografia infantil, e tantas outras coisas que a gente ouve falar.

Pois bem. A sabedoria materna me ensinou que, primeiro, a gente precisa investigar a motivação. Respirei fundo e, antes de dizer tudo isso que acabei de escrever, fruto da minha indignação (ou constatação de que meu filho está crescendo), perguntei serenamente:

"Pra quê você quer ter um e-mail, filho?"

Ao que ele me respondeu: "Ah, é pra poder me inscrever nos joguinhos sem ter que pedir o seu e-mail..."

Aliviada com a resposta dele, disse que eu não me importava com isso, que ele poderia me pedir meu e-mail sempre que quisesse. E... pronto! Ele não se importou e a questão foi resolvida sem qualquer impasse. 

Vamos ver como conseguirei me safar das próximas...