quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O menininho da mamãe (e da vovó???)


Hoje pela manhã, ainda no elevador, indo levar o Tomás para a escola, eu dei um abraço nele. Constatando que ele está quase do meu tamanho, falei para ele não crescer mais, pra sempre ser o "menininho da mamãe". Ele, então, me disse: "Mas, se eu não crescer, eu não vou ter o meu menininho".

Confesso que demorei alguns segundos para entender o que ele estava querendo dizer. Era isso mesmo??? O menininho dele??? Ele estava falando de filhos? Meus... netos??

Era isso mesmo... E ele estava certo. Não posso ser egoísta. Preciso deixar meu filho crescer, ir embora, para que ele possa formar sua própria família, ter os menininhos ou menininhas que Deus lhe conceder e também ensiná-los a seguir pelo único caminho que traz salvação: Jesus!

Tomás,
que você cresça devagar... e que continue sempre sendo esse menino doce e amoroso! Que você possa ter uma família linda e filhos tementes a Deus. Que Deus te abençoe e te dê uma esposa escolhida por Ele antes de ser escolhida por você. Que você continue sempre nos caminhos de Deus, buscando-o todos os dias de sua vida. A mesma oração eu faço para o André. Que vocês dois sirvam ao Deus vivo e verdadeiro e procurem honrá-lo e glorificá-lo todos os dias de suas vidas, em qualquer circunstância! Que outras pessoas, vendo o testemunho de vocês, também queiram viver para agradar a Deus! E que Deus os ajude e tenha misericórdia de vocês para que vocês atinjam esse objetivo, apesar de toda a corrupção, infidelidade e depravação do mundo.
Amo muito vocês!
Mamãe (e futura vovó) Eleonora

domingo, 26 de outubro de 2014

Vamos fugir?...

"Mãe, que tal a gente se mudar para os Estados Unidos?"
André, 8 anos, arrasado com o resultado das eleições,
em que a nossa presidentA Dilma se reelegeu.

Não sei se alguém aqui vai se lembrar, mas desde as outras eleições, quando tinha apenas 4 anos, o André já se indignava com o fato de uma pessoa que já tinha assaltado um banco ser presidente da República. E isso não foi a gente que colocou na cabecinha dele não. Ele viu no horário de propaganda política. Eu até tentei explicar que ela fez isso por ideologia, porque acreditava que assim estaria salvando nosso país da ditadura militar, mas ele não entendeu muito bem...

E agora, já com 8 anos, mais amadurecido (!), ele estava completamente engajado em todos os acontecimentos do país. E fez muita campanha para o Aécio. E acompanhou, minuto a minuto, o resultado das eleições.

Mas não deu. Ela ganhou. Então, veio a brilhante ideia: mudar-se para os Estados Unidos. De novo, preciso esclarecer que não foi ideia nossa. Ele deve ter ouvido isso por aí. E lá vou eu tentar consolar um coração partido, explicando que não é fugindo que a gente resolve nossos problemas, que Deus permite que coisas ruins aconteçam para nos ensinar e que toda autoridade é dada por Ele, que sempre está no controle de tudo. 

Precisamos sim ficar e lutar pelo nosso país, intercedendo a Deus para que salve a nossa nação! 

 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

"De boa"

Desde que li um texto da Isabel Clemente, colunista da Revista Época, percebi que estava fazendo algo muito errado na criação dos meus filhos: eu não estava dando o melhor de mim para eles. Absorvida na correria do dia a dia, muitas vezes eu deixava o mau humor e a impaciência tomarem conta de mim e não notava o tanto que isso estava fazendo mal não apenas para meus filhos, mas também para mim, tornando tudo ainda mais difícil. E a leitura desse texto me fez acordar para esse fato...

Lá pelas tantas, a autora comenta de uma estratégia que desenvolveu para não descontar nas filhas seu mau humor e toda sua impaciência. Ela disse que pensa estar lidando com as filhas da vizinha, que a observa escondida.

Ao ler isso, destampei a chorar... Era um absurdo agir dessa maneira. Eu preciso imaginar que meus filhos são filhos de uma outra pessoa para que eu os trate bem? Pessoas estranhas são mais bem tratadas por mim do que aquelas que são as mais importantes na minha vida?
Pensei também numa coisa ainda mais séria: Deus me observa cuidando dos meus filhos, dos filhos que Ele me deu. Não é isso pior do que uma vizinha me observando?...

A partir desse dia, eu tenho me esforçado muito para não descontar nos meus filhos todo o stress de um dia corrido, com mil coisas para fazer; para não gritar com eles; para não falar com impaciência e para não dar bronca por qualquer coisa, muitas vezes coisas normais de crianças. Mas confesso que nem sempre é fácil... É uma luta diária.
 
Ontem, ao longo do dia, tive duas ajudas nessa minha luta. A primeira, foi ler este texto que uma amiga postou no Facebook, sobre o mesmo tema. Eu já tinha lido uma outra vez, mas é daqueles textos que merecem ser relidos sempre, para que seus ensinamentos não fiquem esquecidos. A segunda, foi ouvir o CD que outra amiga me deu das palestras proferidas pela querida Dulce Sant'Anna, na Conferência de Mulheres do PV-Caldas. O trecho era exatamente sobre palavras e ela também comentava sobre a luta para não gritar em casa, e sobre como devemos depender de Deus para vencê-la, para que as nossas palavras sejam sempre agradáveis e transmitam graça aos que ouvem - uma junção de Provérbios 16.24 e Efésios 4.29. 

Cheguei em casa decidida a ser paciente e agradável com meus filhos, a ouvi-los com atenção, a não ficar no celular. 
 
Enquanto eu arrumava o jantar e, ao mesmo tempo, colocava roupas na máquina para lavar, o André tentava desmontar um carrinho no meio do caminho e conversava comigo sobre, quando crescer, ser engenheiro ou alguém que conserta brinquedos.
 
Se fosse outro dia, talvez eu tivesse reclamado que ele estava no meio do caminho ou mesmo que estava me fazendo muitas perguntas. Mas hoje não, hoje minha decisão foi estar com eles por inteiro e seguir o que a Bíblia diz.

E foi nesse momento que ele me perguntou: “Por que você está falando assim, calminha?”

Dei um sorriso e repeti a pergunta: “Calminha?”

Ele explicou: “É... Assim, de boa, como se você não tivesse nada pra fazer.”

Por poucos segundos, tanta coisa passou pela minha cabeça... Meu filho, de apenas 7 anos, sabia que esse comportamento não estava normal; que o mais comum era eu ficar nervosa e agitada por ainda ter que fazer um monte de coisas após um dia cheio de trabalho. E, de repente, eu estava ali, fazendo um monte de coisas e agindo como se não tivesse nada para fazer. Eu realmente estava leve! Mas, ao mesmo tempo em que senti profunda tristeza por não ser sempre assim, também fiquei muito feliz porque eu estava conseguindo cumprir a vontade de Deus para a minha vida e para a vida da minha família.
 
Parei, dei um abraço nele e disse: “Nada. Eu só estou feliz por ter vocês!”

Obrigada, meu Deus, pelos meus filhos! Obrigada por me ensinar a cada dia! Ajuda-me, Senhor, a continuar cumprindo os teus propósitos. Ajuda-me a viver pra Te servir, pra honrar e glorificar o Teu nome em tudo que eu fizer. Ajuda-me a criar os filhos que o Senhor me deu nos Teus caminhos! Ajuda-me a testemunhar de Ti por meio das minhas palavras! Em nome de Jesus, amém.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Querida Vó Rodes

Querida Vó Rodes,

Ontem fiquei pensando em vários momentos meus em sua companhia. E, em meio a tantas lembranças, me veio à mente as muitas vezes em que nos sentávamos juntas e gastávamos um bom tempo folheando o hinário da igreja, marcando os hinos que conhecíamos e cantando os preferidos.
 
Lembrei-me, então, de um hino que a senhora sempre gostou: “Conta as muitas bênçãos”, que diz assim, em sua primeira estrofe: “Se da vida as vagas procelosas são, se com desalento julgas tudo vão, conta as muitas bênçãos, dize-as de uma vez, e verás, surpreso, quanto Deus já fez.”

Comecei a contar as muitas bênçãos, consciente de que Deus muito fez nas nossas vidas por meio da vida da senhora.

Em primeiro lugar, eu queria dizer que por causa da senhora e do Vô João eu tive a melhor infância que uma criança pode sonhar em ter; que a senhora faz parte não só das melhores lembranças da minha infância, mas de quase todas elas; que a casa da senhora era a verdadeira 'casa de vó', dessas dos gibis e dos filmes de sessão da tarde, onde os netos literalmente deitam e rolam... 
 
São tantas lembranças de bagunças que a gente fazia por lá... O batizado das minhas bonecas e das bonecas da Camila e da Renata; os desfiles de moda com as roupas da Tuta e seus robes e camisolas; a cabana com lençóis e sofás virados na sala de visitas (o mesmo conjunto de sofá que, inacreditavelmente, sobrevive até hoje na sua sala); a nossa escolinha no seu quintal, com direito a quadro negro, diário de classe, hora do recreio e lanche (lógico!); o nosso salão de beleza com a sua penteadeira; as goiabeiras do quintal – que praticamente merecem um capítulo à parte – e os deliciosos doces de goiaba que a senhora fazia.

Ah, e se for falar de comida, aí a coisa aperta de vez... Pra começar, o meu doce preferido é a sua especialidade – a ambrosia! E tem também o biscoito de queijo, as roscas, o biscoito “Santa Clara”, o bolo salgado (esse a senhora deixou de fazer depois que eu tive alergia a presunto), o arroz “Maria Isabel” e o arroz com linguiça. Tanta coisa boa!...

E também foi a senhora quem despertou em mim o gosto pelas línguas, sendo a minha primeira “prof” de francês.

Mas as minhas lembranças não se resumem a bagunças e comidas, momentos agradáveis de comunhão ao seu lado. O mais importante de tudo que eu me lembro da senhora é a sua fé, passada de geração em geração. Das manhãs de domingo que a gente ia à Igreja todos juntos, com a nossa melhor roupa, como a senhora mesma dizia, “com roupa de ver Deus”. 
 
Lembro, como já disse acima, dos seus hinos preferidos, que são vários... “Grandioso és Tu” (Canta minh'alma, então, a ti, Senhor: grandioso és tu, grandioso és tu!...), “Um hino ao Senhor” (As grutas, as rochas imensas, dos mundos o grande esplendor, proclama bem alto, constantes, um hino ao teu nome, Senhor!...), “Ações de Graças” (Graças dou por esta vida, pelo bem que revelou; graças dou pelo futuro e por tudo que passou...), “União com Deus” (Mais perto quero estar, meu Deus, de ti, 'inda que seja a dor que me una a ti!...), “Chuvas de bênçãos” (Chuvas de bênçãos teremos pelas promessas de Deus; tempos benditos trazendo chuvas de bênçãos dos céus...), “Firme nas Promessas” (Firme nas promessas do meu Salvador, cantarei louvores ao meu Criador!...). Gostaria de ainda cantar algum deles com a senhora...

Seus hinos preferidos, vó, falam muito da sua fé: da sua gratidão a Deus por tudo que Ele é e por tudo que Ele fez e faz por nós; da sua consciência de que Ele é soberano sobre todas as coisas; da sua confiança nas promessas de Deus; da sua esperança de que é Ele quem nos dá paz e consolo sem medida; e, sobretudo, da sua certeza de que é Ele quem nos perdoa dos nossos pecados e nos dá a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.

Vó, por tudo isso, eu queria mais uma vez que a senhora soubesse o quanto eu a amo e o quanto a senhora é importante na minha vida.

Na certeza de que a senhora estará livre de todo sofrimento em Cristo Jesus e de que logo se alegrará perto de Deus (como diz um de seus hinos preferidos),

com amor,
de sua neta, Lelê

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

...

Começo meu texto com reticências porque, na verdade, não sei como começar. As reticências representam a minha incapacidade de traduzir em palavras como estou me sentindo.
Ontem, tive insônia. Acordei às quatro e pouco da manhã e simplesmente não consegui dormir mais. Isso não acontece comigo com frequência. Mas estava calor, eu estava com sede... Me levantei pra beber água e não peguei mais no sono. Depois de revirar mil vezes na cama, peguei meu celular e decidi ir para a sala. Fui ler os textos de uma colunista da Revista Época. Alguém compartilhara um texto dela no Facebook, que eu achei muito interessante e bem de acordo com muita coisa que também penso. Vi os títulos de outros textos e, na hora, fiquei curiosa por ler mais - o que não fiz por falta de tempo. Na minha madrugada insone, foi a primeira coisa que me veio à mente.
O título do texto era "Alternativas ao castigo e à recompensa para lidar com seus filhos". Subtítulo: "Os princípios para quem quer priorizar uma relação autêntica com as crianças."
Lá pelas tantas, a autora comenta de uma estratégia que desenvolveu para não descontar nas filhas seu mau-humor e toda sua impaciência. Ela diz que pensa estar lidando com as filhas da vizinha, que a observa escondida.
Pensei em como trato meus filhos no dia a dia. Pensei em como trato pessoas desconhecidas. Pensei em como trato meus colegas de trabalho. E destampei a chorar. E chorar e chorar aos soluços...

Senhor, perdoa-me, ó Pai, porque não tenho dado o melhor de mim para os meus filhos. Perdoa-me por usar desculpas esfarrapadas e culpar a tudo e a todos pelo meu mau-humor. Faz-me ser responsável por meus próprios atos e a reconhecer em que tenho desagradado a Ti. E mais, Senhor, ajuda-me a não ser mais assim... Ajuda-me a ter um coração grato e disposto a te servir em todas as coisas, a começar no meu próprio lar. Em nome de Jesus, amém!