terça-feira, 10 de maio de 2011

Presente de dia das mães


"O que vamos dar de presente pra mamãe no dia das mães?", foi a pergunta mais do que clássica que o Hugo fez para os meninos na semana passada. O André respondeu: "Um quadro (o que ele fez pra mim na escola) e uma bebê fêmea." Em seguida, explicou que eles poderiam comprar a "bebê fêmea" no médico - pensamento lógico, não sei como o Hugo não tinha pensado nisso antes...
 
Achei graça. Mas, depois, fiquei intrigada.... Será que é a vontade dele de ter uma irmã ou a vontade minha de ter uma filha? Confesso que, um dia, eu já tive essa vontade. Nada obsessivo, porém. Só uma vontade. Talvez, uma curiosidade pelo diferente; a "cobrança", ainda que velada e terceirizada, por uma netinha na família; uma vontade de brincar de boneca, de enfeitar, colocar laços, flores, essas coisas.

Mas essa vontade cedeu lugar à alegria que tenho quando vejo os meus "bebês machos" brincando com tanta cumplicidade, compartilhando tantas afinidades e tantos interesses. Coisa que só poderia existir entre filhos do mesmo sexo. Eles não sentem falta de um amigo, pois o companheiro de brincadeiras está bem ali ao lado, pronto para todas as aventuras mais radicais, que só um menino pode querer fazer. É lógico que tem a diferença de idade, mas nem isso os impede de se divertirem a valer juntos. E é muito, muito legal poder participar disso. 
 
Sem falar que, lá em casa, não existe "programa de menino" e "programa de menina", é tudo "programa da família", ninguém fica de fora - o que, inegavelmente, tem muito valor.

Tomás e André, a mamãe tem um recado pra vocês: eu já ganhei meus presentes de dia das mães. Não preciso de uma menina pra completar a minha alegria. Falo isso com toda certeza e sem nenhuma demagogia. Me alegro e me satisfaço, cada dia mais, por ser mãe de meninos, por ser a mãe do Tomás e a mãe do André, e por sentir-me tão especial com vocês ao meu lado! Amo muito vocês!!!!!

Um comentário:

Ludmila disse...

o post é antigo, mas atual: realmente, depois de ser mãe do segundo menino, concordo com você que a 'suposta vontade' de ter uma menina passou no mesmo segundo em que o médico anunciou: "é menino!" Teria sido alegria da mesma forma, com certeza, se o anúncio fosse outro, mas não mais alegre. É uma graça descobrir essa diferença (porque somos meninas) e nos alegrar, descobrir, nos espantar e nos deliciar com isso.
Bj! Lud