Antes de ser mãe, a minha imaginação contemplava quais seriam as melhores coisas de ter um filho...
A primeira delas era o barrigão de grávida. Não a 'barriga melosa', aquela em que a mãe fica com cara de boba, acariciando a barriga sem parar e conversando com o bebê. Muito menos a 'barriga aparecida' da mãe que gosta de usar miniblusa e mostrar o umbigo estufado pra todo mundo. Mas a barriga de grávida normal, aquela que está em todos os lugares, da mãe ativa, que trabalha, estuda, passeia, se exercita. Já repararam numa barriga dessas passeando pelo shopping? Ela é a dona do pedaço, se sente poderosíssima carregando seu bebê pra cima e pra baixo. E não poderia ser de outra forma. Afinal, tem poder maior do que gerar um ser dentro de si? O barrigão de grávida é mesmo o máximo!
A segunda coisa que eu admirava era amamentar. Ser capaz de saciar a fome de alguém... que coisa extraordinária! E os carinhos do bebê enquanto mama? Cada um tem sua mania, cada uma mais apaixonante que a outra. Uns mexem no cabelo da mãe, outros ficam como se estivessem dedilhando bem devagarinho, ora a mãozinha de cima, ora a de baixo.
Outra visão romântica de ser mãe era passear empurrando um carrinho de bebê. Na pracinha, no shopping, no parque, em qualquer lugar, o fascínio era estar com ele, seu filho, e não mais empurrando uma boneca.
Quando ele já está maior, a imagem que mais me tocava era a de uma mãe buscando o filho pequeno na escola. O sorriso se abrindo no olhar dos dois, a magia daquele encontro após umas horas de separação. O filho corre em direção à mãe, o cabelo suado pregado na testa, os braços abertos, e ele se joga no pescoço dela, num abraço demorado. Parece até uma propaganda de margarina ou uma cena de filme já bem batida, daquelas que a gente está cansado de ver, mas quando ela acontece de verdade dá vontade de chorar, você se sente como quem sonha...
E, pra completar o sonho, uma das coisas mais lindas de se ouvir: "mamãe, eu te amo!" ou "mamãe, você é linda!" Uma declaração pura e verdadeira de alguém que só quer que você nunca o abandone.
Mas, de todas essas coisas, a melhor delas, a que sela todos os sentimentos que foram expostos acima, é andar de mãos dadas. Não há prazer maior do que o filho levantar sua mãozinha para entrelaçá-la à dos pais. Seja à procura de segurança, seja para ficar mais perto, o dar as mãos traduz a confiança e o carinho do filho com os pais.
Num fim de tarde, saindo do trabalho, eu presenciei uma cena dessas. Mas não era a cena que habitava o meu imaginário, aquela clássica, corriqueira até, da mãe ou pai com seu filhinho pequeno, de 2 ou 3 anos. Era muito mais do que eu poderia imaginar: uma mãe e seu filho pré-adolescente, de uns 11 ou 12 anos, os dois caminhando alegres e tranquilos de mãos dadas pela rua.
Todos os sonhos que eu tinha antes de ser mãe já consegui realizar: tive dois barrigões de grávida, amamentei muito meus dois filhos, passeei bastante com eles de carrinho, busquei (e às vezes, quando o trabalho permite, ainda busco) na escola e ganhei vários abraços correndo, daqueles que quase me derrubavam no chão, já ouvi muitos e muitos “mamãe, eu te amo” e “mamãe, você é linda” (e, graças a Deus, continuo ouvindo) e também já andei muito de mãos dadas com eles, no caminho para a escola, no shopping, no parque, atravessando a rua, no estacionamento...
A primeira delas era o barrigão de grávida. Não a 'barriga melosa', aquela em que a mãe fica com cara de boba, acariciando a barriga sem parar e conversando com o bebê. Muito menos a 'barriga aparecida' da mãe que gosta de usar miniblusa e mostrar o umbigo estufado pra todo mundo. Mas a barriga de grávida normal, aquela que está em todos os lugares, da mãe ativa, que trabalha, estuda, passeia, se exercita. Já repararam numa barriga dessas passeando pelo shopping? Ela é a dona do pedaço, se sente poderosíssima carregando seu bebê pra cima e pra baixo. E não poderia ser de outra forma. Afinal, tem poder maior do que gerar um ser dentro de si? O barrigão de grávida é mesmo o máximo!
A segunda coisa que eu admirava era amamentar. Ser capaz de saciar a fome de alguém... que coisa extraordinária! E os carinhos do bebê enquanto mama? Cada um tem sua mania, cada uma mais apaixonante que a outra. Uns mexem no cabelo da mãe, outros ficam como se estivessem dedilhando bem devagarinho, ora a mãozinha de cima, ora a de baixo.
Outra visão romântica de ser mãe era passear empurrando um carrinho de bebê. Na pracinha, no shopping, no parque, em qualquer lugar, o fascínio era estar com ele, seu filho, e não mais empurrando uma boneca.
Quando ele já está maior, a imagem que mais me tocava era a de uma mãe buscando o filho pequeno na escola. O sorriso se abrindo no olhar dos dois, a magia daquele encontro após umas horas de separação. O filho corre em direção à mãe, o cabelo suado pregado na testa, os braços abertos, e ele se joga no pescoço dela, num abraço demorado. Parece até uma propaganda de margarina ou uma cena de filme já bem batida, daquelas que a gente está cansado de ver, mas quando ela acontece de verdade dá vontade de chorar, você se sente como quem sonha...
E, pra completar o sonho, uma das coisas mais lindas de se ouvir: "mamãe, eu te amo!" ou "mamãe, você é linda!" Uma declaração pura e verdadeira de alguém que só quer que você nunca o abandone.
Mas, de todas essas coisas, a melhor delas, a que sela todos os sentimentos que foram expostos acima, é andar de mãos dadas. Não há prazer maior do que o filho levantar sua mãozinha para entrelaçá-la à dos pais. Seja à procura de segurança, seja para ficar mais perto, o dar as mãos traduz a confiança e o carinho do filho com os pais.
Num fim de tarde, saindo do trabalho, eu presenciei uma cena dessas. Mas não era a cena que habitava o meu imaginário, aquela clássica, corriqueira até, da mãe ou pai com seu filhinho pequeno, de 2 ou 3 anos. Era muito mais do que eu poderia imaginar: uma mãe e seu filho pré-adolescente, de uns 11 ou 12 anos, os dois caminhando alegres e tranquilos de mãos dadas pela rua.
Todos os sonhos que eu tinha antes de ser mãe já consegui realizar: tive dois barrigões de grávida, amamentei muito meus dois filhos, passeei bastante com eles de carrinho, busquei (e às vezes, quando o trabalho permite, ainda busco) na escola e ganhei vários abraços correndo, daqueles que quase me derrubavam no chão, já ouvi muitos e muitos “mamãe, eu te amo” e “mamãe, você é linda” (e, graças a Deus, continuo ouvindo) e também já andei muito de mãos dadas com eles, no caminho para a escola, no shopping, no parque, atravessando a rua, no estacionamento...

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