segunda-feira, 26 de maio de 2008

Confissões de mãe

Sei que é sacrificante para a mulher trabalhar fora e cuidar dos filhos e da casa; e que o ideal seria não trabalhar para bem cumprir o papel de mãe, esposa e dona-de-casa. Mas confesso uma coisa: gosto de ir trabalhar mesmo assim. Confesso mais: às vezes, vou trabalhar para descansar um pouco.

Não é apenas sair de casa, é trabalhar, sentir-se uma pessoa produtiva para a sociedade. Não que ser mãe não seja produtivo, pois, afinal, estamos formando um cidadão e não pode ter coisa mais importante que isso. Mas é no trabalho que ficamos por dentro do que acontece no mundo (não estou falando apenas de notícias, mas também de costumes, modas, gírias, comportamentos, relacionamentos); é no trabalho que a gente tem chance de conhecer pessoas diferentes, com opiniões diferentes, experiências diferentes, e, assim, ampliar a nossa visão de mundo. No fim das contas, tudo isso contribuirá para melhor educar os nossos filhos.

Mas eu confesso outra coisa: queria trabalhar menos, bem menos. Assim, umas 4 horas. E ter as outras 4 livres para eu fazer o que bem entendesse. Às segundas-feiras, iria para a minha aula de piano. Às terças e quintas, para o meu curso de línguas. Às sextas, para algum curso de artes. Deixaria as quartas-feiras para ir ao cinema. E também faria natação três vezes na semana.

Simplesmente um luxo!!

Um comentário:

Eleonora disse...

Luxo mesmo é não fazer nada... Só ficar curtindo esse solzinho gostoso, num mar de águas quentinhas... Ô delícia!