Esta também aconteceu já tem um tempo...
Saímos um dia à noite para lanchar no "Xis-Tchê", sanduicheria aqui em Goiânia. Lá chegando, encontramos uma professora da escola do Tomás. Logo em seguida, chegaram mais duas professoras. Ao vê-las, o Tomás disse, todo felizinho: "Olha, mamãe, mais prôs!" (Prô é a abreviatura 'moderna' de professora; ninguém as chama mais do nosso 'antigo' tia).
Elas se sentaram à mesa bem ao lado da nossa. O Tomás ficou de costas pra elas. Curioso com a conversa animada que elas travavam, ele se virou e ficou observando-as, atento nas palavras delas (eu diria que atento até demais), sem nem ao menos se preocupar em disfarçar sua curiosidade.
O Hugo, então, chamou a atenção dele, mandando-o se virar para frente de novo, pois era muito feio ficar ouvindo a conversa dos outros.
Ele se virou, mas disse (enquanto apontava o dedinho para trás): "Eu continuo ouvindo a conversa, mesmo virado."
4 comentários:
A maravilhosa arte de interagir com duas mesas ao mesmo tempo. Esse menino é dos meus. No futuro ele fará várias descobertas interessantes com esse hábito, como, por exemplo, que as suas amigas podem te deixar sozinha na mesa porque vc não as ouviu dizendo que iriam embora caso vc não parasse de concentrar na conversa alheia, enquanto vc, justamente, prestava atenção na conversa alheia! hahaha É um vício, confesso.
Isso sem contar qdo era o namorado. Tadinho. Várias foram as histórias dele que não fizeram parte da conversa n.º 1. hahaha
Em tempo:
Conversa n.º 1. a que vc, de fato, está prestando atenção.
Conversa n.º 2. a que vc demonstra estar extremamente atenta, mas só com o olhar, pois seus ouvidos estão na direção da conversa n.º2, que, pra piorar, geralmente é na mesa vizinha. Só sendo ninja mesmo.
Eu sabia que vc iria adorar essa história! Se vc fizesse parte da minha família biológica, eu diria que ele herdou esse gene de vc, assim como o André, que gosta de dormir coçando a orelha. Mas, nesse caso, nada foi herdado, foi roubado mesmo. bjos.
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